
Aprenda a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. A idade vai chegando e, com o passar do tempo, nossas prioridades na vida vão mudando... Mas uma coisa parece estar sempre presente: A busca pela felicidade com o amor da sua vida... Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela. Percebe também que aquela pessoa de quem você gosta (ou acha que gosta), e que não quer nada com você, definitivamente não é a mulher (o homem) da sua vida. Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você. O segredo é não correr atrás das borboletas e sim cuidar do jardim para que elas venham até você. No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava Procurando por você… Mário Quintana
Escrito por zanzes às 11h51
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Faz-me o favor de não dizer absolutamente nada! Supor o que dirá Tua boca velada É ouvir-te já.
É ouvir-te melhor Do que o dirias. O que és nao vem à flor Das caras e dos dias.
Tu és melhor -- muito melhor!-- Do que tu. Não digas nada. Sê Alma do corpo nu Que do espelho se vê.
Mário Cesariny
Escrito por zanzes às 09h29
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“…Quem viaja ameaça a despedida. "Partir é morrer um pouco". Dizem os franceses, e com razão. Ainda que para encontrar-se depois, quem parte arrisca despedidas. Por isso, a emoção subjacente percorre-lhe o mistério e a "região das certezas absolutas". As grandes despedidas dão-se - contudo - sem que o percebamos. As que sabemos e sofremos não são despedidas completas, pois a saudade e a memória hão de trazer de volta o sentimento genuíno que agora causa dor. As grandes despedidas infiltram-se no cotidiano e nos atos corriqueiros de cada dia sem ser percebidas. Muitos anos depois, vamos verificar que disfarçado em dia-a-dia ali estavam e estalavam saudades antecipadas, vários "nunca" dos quais jamais suspeitamos. Nunca se sabe onde está uma despedida.” (Artur da Távola)
Escrito por zanzes às 11h35
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Poema de Natal Vinicius de Moraes Para isso fomos feitos: Para lembrar e ser lembrados Para chorar e fazer chorar Para enterrar os nossos mortos — Por isso temos braços longos para os adeuses Mãos para colher o que foi dado Dedos para cavar a terra. Assim será nossa vida: Uma tarde sempre a esquecer Uma estrela a se apagar na treva Um caminho entre dois túmulos — Por isso precisamos velar Falar baixo, pisar leve, ver A noite dormir em silêncio. Não há muito o que dizer: Uma canção sobre um berço Um verso, talvez de amor Uma prece por quem se vai — Mas que essa hora não esqueça E por ela os nossos corações Se deixem, graves e simples. Pois para isso fomos feitos: Para a esperança no milagre Para a participação da poesia Para ver a face da morte — De repente nunca mais esperaremos... Hoje a noite é jovem; da morte, apenas Nascemos, imensamente.
Vinicius de Moraes, poeta e diplomata na linha direta de Xangô. Saravá! No poema acima temos retratado aquele que, para muitos, é um evento triste.
O acima foi foi extraído do livro "Antologia Poética", Editora do Autor - Rio de Janeiro, 1960, pág. 147.
Escrito por zanzes às 11h34
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- “Se uma mulher tem brilho nos olhos, nenhum homem irá reparar se ela tem rugas em volta deles.” Dolores Del Rio
- “As melhores frases são ditas com um verdadeiro amor.” João Paulo Cavalini
- “Aqueles que amamos nunca morrem, apenas partem antes de nós.” Amado Nervo
- “O amor não começa e termina do modo que pensamos. O amor é uma batalha, o amor é uma guerra; o amor é crescimento contínuo.” James Baldwin
- “O amor não conhece a sua própria intensidade até à hora da separação.” Khalil Gibran, em “O Profeta”
- “Duas almas com um mesmo pensamento. Dois corações que batem como um só.” Friedrich Halm Ingomar, o Bárbaro
- “O amor cura as pessoas – tanto as que o recebem como as que o dão.” Dr. Karl Menninger
- “Amor não é uma questão de contar os anos, mas é fazer com que os anos contem.” Wolfman Jack Smith
- “Onde reina o amor, o impossível pode ser alcançado.” Provérbio Indiano
- “Amor não é nada mais que a descoberta de nós mesmos nos outros, e o prazer deste reconhecimento.” Alexander Smith
- “O amor é o nosso estado natural quando não optamos pela dor, pelo medo ou pela culpa.” Willis Harman e Howard Rheingold
- “No homem, o desejo gera o amor. Na mulher, o amor gera o desejo.” Jonathan Swift
- “O amor não tem nada a ver com o que esperas receber, mas com o que esperas dar.” Anónimo
- “A maior prova de amor é a confiança.” Joyce Brothers
- “Amor e tosse não dá para esconder.” Provérbio romano
- “O amor é o sentimento dos seres imperfeitos, posto que a função do amor é levar o ser humano à perfeição.” Aristóteles
- “É preciso amar as pessoas como se não houvesse amanhã…” Renato Russo
- “Passamos a amar não quando encontramos uma pessoa perfeita, mas quando aprendemos a ver perfeitamente uma pessoa imperfeita.” San Kenn
- “O amor é de todas as paixões a mais forte, pois ataca simultaneamente a cabeça, o coração e os sentidos.” Voltaire
- “Tão bom morrer de amor … e continuar vivendo.” Mário Quintana
- “Eu amo-te, não só pelo que és, mas pelo que eu sou quando estou ao teu lado.” Roy Croft
- “Nada escrevi que prestasse até que comecei a amar.” Lord Byron
- “Talvez amar alguém seja o único ponto de partida para tornar nossa a nossa vida.” Alice Koller
- “Há tanta suavidade em nada dizer/ E tudo se entender.” Fernando Pessoa
- “A suprema felicidade da vida é a convicção de ser amado por aquilo que se é; ou, mais correctamente, de ser amado apesar daquilo que se é.” Victor Hugo
- “As mais lindas palavras de amor são ditas no silêncio de um olhar.” Leonardo da Vinci
- “A única anomalia é a incapacidade de amar.” Anais Nin
- “Com amor consegue-se viver mesmo sem felicidade.” Fyodor Dostoyevsky
- “Não há mal pior do que a descrença, mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão.” Vinícius de Moraes
- “Tantos livros na estante. E acabo folheando o coração.” Eugénio Leandro
- “Há, no mundo, milhares de formas de alegria, mas no fundo todas elas se resumem a uma única: a alegria de poder amar.” Michael Glent
- “Um amor mais forte que tudo, mais obstinado que tudo, mais duradouro que tudo, é somente o amor de mãe.” Paul Raynal
- “Nunca chores por amor, pois a única pessoa que merecer tuas lágrimas jamais te fará chorar.” San Ken
- “Eu nunca disse que te amo. Mas meus olhos sempre me traem.” Zezé di Camargo
- “A ausência diminui as paixões medíocres e aumenta as grandes, assim como o vento apaga as velas, mas atiça as fogueiras.” Goethe
- “Tudo o que sabemos do amor, é que o amor é tudo que existe.” Emily Dickinson
- “Temer o amor é temer a vida e os que temem a vida já estão meio mortos.” Bertrand Russell
- “Na vida do homem, o amor é uma coisa a parte. Na da mulher, é toda a vida.” Lord Byron
- “Nada existe de grandioso sem paixão.” Hegel
- “Não somos amados por sermos bons. Somos bons porque somos amados.” Desmond Tutu
- “Pode-se amar até a loucura uma mulher feia, por encantos que superam os encantos da beleza.” Jan Paulhan
- “O amor nasce de quase nada e morre de quase tudo.” Júlio Dantas
- “O amor não consiste em olhar um para o outro, mas sim em olhar juntos para a mesma direcção.” Antoine de Saint-Exupéry
- “Não preciso drogar-me para ser um génio; Não preciso ser um génio para ser humano; Mas preciso do teu sorriso para ser feliz.” Charles Chaplin
- “Lamentar uma dor passada, no presente, é criar outra dor e sofrer novamente.” William Shakespeare
- “O que há de admirável no amor é que quando um se dedica ao outro, esquecem-se de si mesmos.” M. Corday
- “Amor é quando as diferenças não são mais capazes de separar.” J. de Bourbon Busset
- “O valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade com que acontecem. Por isso, existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis…” Fernando Sabino
- “Cada qual sabe amar a seu modo; o modo pouco importa; o essencial é que saiba amar.” Machado de Assis
- “A grande tragédia da vida não é que os homens pereçam, mas que eles parem de amar.” W. Somerset Maugham
- “A gratidão confia no passado, o amor no presente.” C. S. Lewis
- “Amar é receber um vislumbre do céu.” Karen Sunde
- “O modo para se amar qualquer coisa é perceber que ela pode ser perdida.” G. K. Chesterton
- “Amar profundamente numa direcção, torna-nos mais amáveis em todas as outras.” Madame Swetchine
- “Não amamos qualidades, amamos pessoas; às vezes tanto pelos seus defeitos quanto por suas qualidades.” Jacques Maritain
- “O amor conquista todas as coisas.” Virgílio (70-19 AC)
- “A vida ensinou-nos que o amor não consiste em olharmos um para o outro, mas em olharmos juntos na mesma direção.” Antoine De Saint Exupery
- “O amor é o triunfo da imaginação sobre a inteligência.” H. L.
- “O curso do amor verdadeiro nunca fluiu suavemente.” William Shakespeare
- “Todo amor é doce, quer seja dado, quer seja recebido.” Percy Bysshe Shelley
- “A vida em abundância vem apenas através do amor.” Elbert Hubbard
- “A vida sem amor é como uma árvore sem flor e sem frutos.” Kahlil Gibran
Escrito por zanzes às 11h32
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A alma adora nadar. Para nadar, há que deitar-se de barriga. A alma despega-se e parte. Parte a nadar. (Se a vossa alma parte quando estais de pé, ou sentados, ou de joelhos, ou apoiados nos cotovelos, para cada posição corporal diferente a alma partirá com uma locomoção e uma forma diferentes, segundo concluirei mais tarde). Fala-se muito em voar. Não é isso. O que ela faz é nadar. E nada com as serpentes e as enguias, nunca de outro modo. Há imensa gente que tem assim uma alma que adora nadar. Chamam-lhes vulgarmente preguiçosos. Quando a alma deixa o corpo pelo ventre para nadar, produz-se uma tal libertação de sei lá o quê, é um abandono, um gozo, uma descontracção tão íntima. A alma parte a nadar no vão das escadas, ou na rua, consoante a timidez ou a audácia do homem, porque ela conserva sempre um fio que a une a ele, e se esse fio se quebrasse (às vezes é muito fino, mas só uma força terrível o poderia romper) seria terrível para eles (para ela e para ele). Então, quando ela está entretida a nadar ao longe, escoam-se, por esse simples fio que liga o homem à alma, volumes de uma espécie de matéria espiritual, como lama, como mercúrio, ou como gás – gozo interminável. É por isso que o preguiçoso é incorrigível. Nunca mudará. É por isso que a preguiça é a mãe de todos os vícios. Pois acaso haverá coisa mais egoísta do que a preguiça? Tem fundamentos que o orgulho não tem. Mas as pessoas irritam-se com os preguiçosos. Quando os vêm deitados, batem-lhes, mandam-lhes água fria à cabeça, eles têm de recolher a alma imediatamente. Olham-vos então com esse olhar de ódio, bem conhecido, que se vê sobretudo nas crianças.
HENRI MICHAUX
L'âme adore nager. Pour nager on s'étend sur le ventre. L'âme se déboîte et s'en va. Elle s'en va en nageant. (Si votre äme s'en va quand vous êtes debout, ou assis, ou les genoux ployés, ou les coudes, pour chaque position corporelle différente l'âme partira dans une démarche et une forme différentes, c'est ce que j'établirai plus tard.) On parle souvent de voler. Ce n'est pas le cas. C'est nager qu'elle fait. Et elle nage comme les serpents et les anguilles, jamais autrement. Quantité de personnes ont ainsi une âme qui adore nager. On les appelle vulgairement des paresseux. Quand l'âme quitte le corps par le ventre pour nager, il se produit une telle libération de je ne sais quoi, c'est un abandon, une jouissance, un relâchement si intime... L'âme s'en va nager dans la cage de l'escalier ou dans la rue suivant la timidité ou l'audace de l'homme, car toujours elle garde un fil d'elle à lui, et si ce fil se rompait (il est parfoi très ténu, mais c'est une force effroyable qu'il faudrait pour rompre le fil) ce serait terrible pour eux (pour elle et pour lui). Quand donc elle se trouve occupée à nager au loin, par ce simple fil qui lie l'homme à l'âme s'écoulent des volumes et des volumes d'une sorte de matière spirituelle, comme de la boue, comme du mercure, ou comme un gaz --- jouissance sans fin. C'est pourquoi le parresseux est indécrottable. Il ne changera jamais. C'est pourquoi aussi la paresse est la mère de tous les vices. Car qu'est-ce qui est plus égoïste que la paresse? Elle a des fondements que l'orgueil n'a pas. Tandis qu'ils sont couchés, on les frappe, on leur jette de l'eau fraîche sur la tête, ils doivent vivement ramener leur âme. Ils vous regardent alors avec ce regard de haine, que l'on connaît bien, et qui se voit surtout chez les enfants.
HENRI MICHAUX Tela:
Louis Janmot (1814-1892) Le Poème de l'âme. Le Vol de l'âme Huile sur toile
Escrito por zanzes às 11h31
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Poema Perto do Céu A poesia é o mais perto do céu que eu posso chegar Escrevendo eu saio de mim, levito no letral Dou comigo na margem de um outro plano O encantadouro das palavras de ser pleno e puro. Itararé é o mais perto do céu que eu posso chegar Escrevendo sobre Itararé eu existo ainda por lá Sou o guri que procurava céus além das lágrimas E escrevia como quem buscava um clarim de seda Rosangela é o mais perto do céu que eu posso chegar Um anjo rosa com palavras e gestos e ações liriais Então o céu que trago e tenho comigo desnuda A palavra esperança como inteligência da vida -0- Silas Correa Leite E-mail: poesilas@terra.com.br www.itarare.com.br/silas.htm
Escrito por zanzes às 11h30
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Pés Vermelhos “É sempre muito difícil Ancorar um navio no espaço” Ana Cristina César Para Mário Bortolotto -Do Paraná para Sampa é questão de uma estrada de tijolos amarelos Os pés vermelhos de um star Mário fazendo arte Na Praça Cimento Armado da Igreja da Consolação Em que putas, mendigos e trombadinhas cheiram velas de umbanda E o teatro prolifera novas vozes, estados cênicos, poemas e orações em banzos etílicos. -Mário é um touro, diz um poeta amigo conterrâneo do Mário Todas as vozes se calam quando uma voz se cala A bala perdida pode ser Bala Juquinha, o sangue no corpo Nada nos bolsos e nas mãos, o ato anticlímax atirado E o artista pés vermelhos agoniza. -São Paulo de tantas afroméricas em pó Latinidade-zen tropical entre corrupções S/A Um enorme Estacionamento Carandiru a self aberto E os mambembes, e o homem-carroça puxando lixo A nóia com fome chora procurando restos de comida no lixão E só acha placas de computadores, kits, chips, teclados encardidos e ratinhos usados. Mário Bortolotto é forte e veio do Paraná Pés vermelhos, portanto, agora na UTI espera o sinal do spot light Para sair do camarim para a vida, entre o sangue cênico do sonho Pois o show dele tem que continuar e ele é o ator principal A estrela do espetáculo em que a esperança é a inteligência da vida. -0- Silas Correa Leite www.portas-lapsos.zip.net
Escrito por zanzes às 13h01
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Mensagem de Natal DEZ DICAS PARA O NATAL E PARA SOBREVIVER EM 2.010 (Primeiro Tratado de Primordiais Virtudes Básicas) 01)-Lembre-se sempre que você estabeleceu metas antes mesmo de começar a existir. 02)-Nunca respeite seus limites circunstanciais de trajetos cósmicos. Na dúvida ou em dezelo íntimo, aprenda a fazer biscoitos de prelúdios silvestres. 03)-Escolha estrelas-referenciais com alto estilo. Faróis humanos são abençoados, mágicos, brilhantes. Farão você se encontrar em você. 04)-Procure o seu mais puro e devido lugar de muito bem ser, para então ser muito bem e crescer nesse seu espaço todo próprio de se existencializar. Alguns chamam isso de lar. Mas um grande amor também pode ser um lar. O seu melhor lugar-lar é dentro de você mesmo. Seja feliz no seu estar em si. 05)-Não tenha horário para nada. Tenha sintonia. E se tiver, relaxe e goste. Tudo é lição de passagem. Ame amar o amor de cada momento todo seu de ser estar e permanecer-se. 06)-Leve seus assuntos íntimos e pessoais para passear com você, mostre os caminhos, as trilhas, os relevos, e quando for dormir, esgote seus pesadelos entre o vermelhão dos extintores de incêndios dos anjos. 07)-Aceite palpites mas teste-os sempre em você mesmo, no amor e na dor, na alegria e na tristeza, no claro e até no clima ambiental de média luz. 08)-Não acredite em tudo. Desconfie até de você mesmo. Não queira ser o que você não é. Não queira ser o que você não saberia ser, nem agüentaria suportar o tranco de ser no futural. Faça bem para você mesmo, fazendo bem aos outros no entorno. Sempre ficamos em paz conosco quando nos fazemos um bem amplo, humanista e territorial. 09)-O mundo inteiro é seu professor. Saiba ser eterno aprendiz. Seus problemas são seus professores. Aí incluindo inimigos, situações-conflitos de riscos, solidões coivaras, músicas da alma, diferenciais de rotas improvisadas, pragmatismos, atropelos, vazantes lacrimais. 10)-Vida é treino. Viver é estar no apuro do esforço físico, mental, emocional e espiritual de lapidação. Viver é, assim, estarmos sempre afinando instrumentos de capacitações em estúdios abertos de nossos espíritos peregrinos. -0- Feliz Natal 2009 – O Ano Que Vem Vai ser Dez Silas Correa Leite – E-mail: poesilas@terra.com.br Site: www.itarare.com.br/silas.htm
Escrito por zanzes às 11h03
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Espelhos quebrados (Maria Rita P.)
De um excesso a outro partimos! Mas, será que queríamos tantas verdades escancaradas? Máscaras caíram! Mas, não eram elas que, também, nos protegiam? Da repressão à verdade foi desejo atingido Hoje, tamanha nudez envergonha, humilha.
Desampara a mocidade
Esta, órfã de sentidos Cambaleando em mundo frágil e desconhecido. Adia amadurecer. 
Pintura de Cláudia Santos Silva Escrito por Maria Rita Pereira
Escrito por zanzes às 12h16
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MUDANÇAS
E tudo mudou... O rouge virou blush O pó-de-arroz virou pó-compacto O brilho virou gloss O rímel virou máscara incolor A Lycra virou stretch Anabela virou plataforma O corpete virou porta-seios Que virou sutiã Que virou lib, Que virou silicone
A peruca virou aplique, interlace, megahair, alongamento A escova virou chapinha 'Problemas de moça' viraram TPM Confete virou MM
A crise de nervos virou estresse A chita virou viscose. A purpurina virou gliter A brilhantina virou musse Os halteres viraram bomba A ergométrica virou spinning A tanga virou fio denta l E o fio dental virou anti-séptico bucal
Ninguém mais vê... Ping-Pong virou Babaloo O a-la-carte virou self-service
A tristeza, depressão O espaguete virou Miojo pronto A paquera virou pegação A gafieira virou dança de salão
O que era praça virou shopping A areia virou ringue A caneta virou teclado O long play virou CD
A fita de vídeo é DVD O CD já é MP3 É um filho onde éramos seis O álbum de fotos agora é mostrado por email
O namoro agora é virtual A cantada virou torpedo E do 'não' não se tem medo O break virou street O samba, pagode O carnaval de rua virou Sapucaí O folclore brasileiro, halloween O piano agora é teclado, também
O forró de sanfona ficou eletrônico Fortificante não é mais Biotônico Bicicleta virou Bis
Polícia e ladrão virou Counter Strike
Folhetins são novelas de TV Fauna e flora a desaparecer Lobato virou Paulo Coelho Caetano virou um chato
Chico sumiu da FM e TV
Baby se converteu RPM desapareceu Elis ressuscitou em Maria Rita ? Gal virou fênix Raul e Renato, Cássia e Cazuza, Lennon e Elvis, Todos anjos Agora só tocam lira... A AIDS virou gripe A bala antes encontrada agora é perdida A violência esta coisa maldita!
A maconha é calmante
O professor é agora o facilitador As lições já não importam mais A guerra superou a paz E a sociedade ficou incapaz... ... De tudo.
Inclusive de notar essas diferenças.
(Luiz Fernando Veríssimo)
Escrito por zanzes às 10h34
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As Letras de Caetano Veloso Você já pegou as Letras do Caetano Veloso Para ler direito em vez de só simplesmente ouvir? Pense no Haiti-Carandiru mas pegue as letras no estojo Para você poder se situar - e escolher se Sentir E senti-las em grudes - as palavras rimam Porque as Letras do Caetano Veloso brilham Como carvão vegetal Na escuridão mental dos horrores E sirvam-se radicais frilas Porque as Letras de Caetano Veloso dizem sabores Coisas que soadas não falam cores É preciso portanto um atiçado lê-las As Letras de Caetano Veloso têm estrelas Porque hoje é sábado tire o encarte colorido Da capa do qualquer um jóia mesmo cedê Você pega umas e outras no embalo havido Desliga o som cáustico e as letras todas lê As Letras de Caetano Veloso - craque da MPB São letras que adbduzem à mim e à você As Letras de Caetano Veloso tem a subtração Do que desdizem na exato mosaico de fragmentação E nas entrelinhas dizem coisas claras como sumo em pó Criando pêlo em ovo e sol maior sem dó As Letras de Caetano Veloso precisam ser lidas E divulgadas como mensagens de santos suicidas Pois trazem sapiências que só compreenderemos quando Descobrirmos que Caetano Veloso não é um só - mas um bando E diz exatamente um bando loquaz quando Atrás de si, todo elétrico sempre sai soando... As Letras de Caetano Veloso têm um pan-concretismo Usando um experimentalismo todo cínico-irônico com sofismo Que ele dodecafônico tira música de pedra e a poesia rima Cantando bregas baladas ainda cem por cento por cima As Letras de Caetano Veloso merecem ser revistas E almanaques e ensaios - e até Antrologias Saque um encarte mãos ao alto e siga as pistas Puras dialéticas faladas em sons e poesias As Letras de Caetano Veloso têm tudo a ler Experimente desligar o som são tantas as esgrimas Na retina da lucidez o achado é jazida de puro prazer As latinidades pós-modernas com macunaimas Por isso ao ouvir Caetano Veloso sem as Letras Pense na Dona Canô, no grande palco-philco da Grã Bethânia Mas pregue o encarte no olhar zen e adquira as trombetas Que ele berra para muito além desse gueto marginália infâmia O Haiti-Sampa é aonde você for Alegria-Alegria mesmo qualquer esparramo amor Porque o Caetano Vianna Telles Veloso poeta-cantor É gomo além pop como um sabor De menta-eucaliptal ou levedo-andor Pimenta-cajá-hortelã-ariticum Sempre meio a meio em infinito UM. As Letras de Caetano Veloso dizem Mais do que você mesmo pode supor-ver E enxergar no claro é não ter picumã-fuligem Em uma alumbrada iluminura interior prazer Como fruta-pão - pássaro-flor Moenda e caroço uns e outros são e vão e hão No labiríntico tropical dessa alumbração As Letras de Caetano Veloso são os olhos ultrapássaros dele DENTRO E SOBRE TODAS AS COISAS -0- Silas Corrêa Leite, da Estância Boêmia de Itararé-SP, Cidade Poema Site do autor: www.portas-lapsos.zip.net E-mail: poesilas@terra.com.br
Escrito por zanzes às 09h31
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QUEM SOU EU? (Improviso para um solo de Jazz dodecafônico) -Sou o que escreve porque não sabe se matar. Sou o que lê muito sempre fugindo do exato e doloroso verbo Viver. Sou o que respira auras e halos pelo fio de navalha da poesia-canga. Sou o que aprendeu cantar mentalmente porque não podia soar. Sou o que fugiu de viver e descobriu a Terra do Nunca num encantário de luz e poesia. Sou, a bem da verdade, uma bananeira que já deu goiaba em lata. Que acredita em Deus mas não vê Deus nos humanos. Sou o que foi criança e gostava de estar com os sábios mais velhos. Que foi jovem brucutu fora de seu tempo e com poucos amigos de verdade. Sou o que envelhece filosofias e enluos lidando com crianças. E reaprende sinais e conhecenças com elas... Sou o que foi humilhado e usou isso como dínamo para sobreviver como uma groselheira seca. Sou o que quebraram as pernas e aprendeu a voar sem muletas. Sou o que chora no escuro para não assustar quem ama e assim passar uma imagem de forte e bravo. Sou quem é sozinho pela própria natureza, e escreve muito para ter companhia. Como um eco no abismo. Sou um rapaz que amou Os Beatles & Tonico e Tinoco, mas Lennon morreu, George também, e ainda resta um caipira cantando mundos e campos de lavandas entre lírios laranjas. E ainda sola silêncios em alto relevo... Sou o que se esconde na cerveja, pois o vício predileto é querer ser árvore secular, ser nuvem além da fonte sagrada de todas as águas-mães, rio acima de todas as marés e ilhas, nunca mais um pobre e vil bicho-ser. Sou o que acredita na arte como libertação, na poesia como fermento, em Deus como um cartão de crédito antes do cianureto e atrás dos campos de trigo com corvos. Sou aquele que tem uma lenda pessoal para cumprir, vive e morre por isso, mas, coitado, coió e capiau ainda briga por arroz com feijão e couve rasgada na rala sopa de pedras dos inválidos. Sei que é o espírito que ama o espírito, antes do corpo amar o corpo, mas infelizmente sei também que uma andorinha só não faz outra andorinha. Sou o poeta que foi marceneiro entre cedros e borboletas, o professor que já foi bóia-fria e lanhou as mãos de manteiga derretida, o doutor engravatado que tem ficha nos podres porões da ditadura militar incompetente e corrupta, o jornalista de oficinas que cutuca onças com vara curta, um pobre aprendiz de feiticeiro que busca a mágica de ser feliz cem por cento blues. Tive inimigos e eles me fizeram bem, pois por eles auditei minha vida como páginas de rostos, meu caminho, minha busca pela estrada que vai dar no sol, além do pote cheio de árco-íris. Fui traído e aprendi a amar direito, como uma asa precisa amar outra asa para ter alce de mira. Passei fome e valorei o pão nosso de cada dia, fiquei desempregado muito tempo e passei a adorar levantar cedo na fralda da aurora para ir conseguir o ouro de tolo em terra de muito ouro e pouco pão. Sou o ferido zangão que põe o dedo na ferida da consciência humana. Sou alguém que nasceu em dimensão-travessa-placenta errada. Sou o que a mãe não quis e foi pai da mãe. Sou o que o pai não quis e foi mãe do pai. Sou o irmão que não dá lucro, não é boa companhia, escreve errado por línguas estranhas. Sou o que sonha o leão e o cordeiro no mesmo pasto. Isso: sou um semeador de estrelas no reino da fantasia dos despossuídos... Se perguntarem meu nome de batismo, digam: Prelúdio. Se quiserem saber meu filho, digam o Ausente. É no silêncio quase ninhal que escrevo isso que me ocorre agora, de improviso, quase um crepúsculo íntimo, porque uma amiga virtual me perguntou sabiamente quem sou. QUEM SOU? Ser ou não ser? Eis a questão-toleima. Na verdade, confesso (perdoem!) não sei quem sou. Mal-e-mal simplesmente só sei o que não sou. Aliás, se eu soubesse o que sou, não seria poeta, seria de fritar bolinhos. Estaria rico, feito na vida, morando em Londres. O último a sair, pague a conta. Poetas e grávidas primeiro... Há um Deus? Do jazz nasce a luz? Habemos ícaros. (Silas Corrêa Leite)
Escrito por zanzes às 12h31
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Escrito por zanzes às 12h29
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Escrito por zanzes às 12h11
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