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Blog de Campo de Trigo Com Corvos (Livro de Contos de Silas Correa Leite)
 


Breve Introdução Para Uma Pequena Resenha Crítica

Ebook “BULBOS TRANSVERSOS” Poemas e Deconcertezas

Cyber Poeta Silas Correa Leite Lança Novo Livro Virtual de Poesia na web

 

A “Editora Bookess” de livros virtuais na web, atuando em todo território nacional e também no exterior, lança agora no mercado e na internet o novo livro virtual (ebook) de poemas posmodernos do Cyber Poeta Silas Correa Leite, livro de mais de trezents páginas chamado “BULBOS TRANSVERSOS, Tear Silencial de Mins e H2 Outros”, com quase trezentos trabalhos literários que compoem o livro que por ora ainda está disponível free no link http://www.bookess.com/profile/poesilas/books/

Sim, quase trezentos poemas altamente criativos, uma baciada como projeto verdadeiramente louco para esses tempos urgentes e insanos, quando há acordes dissonantes pra todo mundo, dor, horror, amor, humor, estertor, ironias, saudades, incompletudes, trocadilhanças, trufas experimentais, experiências poéitcas em sintaxe própria do autor, com sua linguagem virtual, seu estilo de neomaldito da webnet (segundo o site Capitu), meteoritos lustrais, twitter-poemas, twitter-microcontos hilários, “Silas e suas siladas” (humor), trabalhos turgidos e estridulações do bicho-grilo que é o poeta – corta os pulsos com poesia, diz ele – inventariante de palavras, de incêndios (sachê de mixórdias) com seus belos barbarismos, neologismos, pensadilhos e pensagens (pensamentos trocadilhos e pensamentos mensagens), invertendo verbos e vocábulos, com seus tantos desvarios letrais interessantes e incomodadores, que tocam, ferem, riscam; verdadeiros hieróglifos lustrais pondo pólvora no mapa de suas contunmdências e brincanças (como diz ele). As feridas nunca ficam congeladas na alma? Sim, o conceito vedadeiro de poesia, diz ele, não tem o feitio de uma estética fixa e linear, emancipada (Kant), porque Poesia propriamente dita em grego preceitua Atividade. É o que faz o autor presente e ativo em quase 800 sites do mundo da internet. Assim, todas as suas atividades literais configuram de certa maneira como “poiéticas”, em um certo sentido enquanto produtor de presenças. Para o Cyber Poeta premiado em verso e prosa, Poesia é tudo o que faz algo passar do Não-Ser ao Ser... Para o poeta deste livro de poemas “Bulbos Transversos” as palavras são sagradas e escrever é um surto-circuito de purgar a propria cruz da existencalização... Livre pensador, humanista – que sonha depois do fim das utopais em uma nova era (a nova desordem economica mundial), um ético e plural-comunitário humanismo de resultados, principalmente num cinico estado minimo neoliberal como São Paulo com prtivatizaçoes-roubos, corrupção endêmica generalizada, impunidade por atacado e o neoescraismo da terceitização, o poeta destilando errações, cantárias, em sua poética de tristeza, conficcional, pilhando criações com o seu fio terra descascado...

BULBOS TRANSVERSAIS, Poemas e Desconcertezas, é um trabalho cheio de poemas feito uma mixórdia letral. Fragmentos de matizes e iluminuras? Tabuleiro de catanças desparafusadas, um sachê de errações; o poeta no confeito de pintar a obra de ícaros e húmus & ácaros. “Mins” e H2 Outros, claro, um tear salpicado de desvarios díspares, inventários, experimentações, sacadas e inutilezas, até porque o autor diz que do “jazz nasce a luz”´. Bulbos também porque tem suas raízes de pés vermelhos no Paraná, criado na Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, depois, viajoso e turrão por Sampa, ora Samparaguai, o Estado-Máfia, que o autor destila, decifra e nomina (como Tom Zé que “ama-odeia” São Paulo). Reversos e transversos porque o autor acerta a mão, erra a mão, destila seu vinhoverbo, revida, critica, desconcerta (transverso), postula, implica, retrata, cria rastilhos, depõe, delata, salpicando suas várias pensagens (pensamentos-mensagens), seus estrambólicos pensadilhos (pensamentos-trocadilhos), passando por Twitterpoemas, letras de rocks, baladas and blues, e, claro, Silas e suas “siladas”, o que dá em poesia e afins, desaforismos alhures, sempre esmerilhando vocábulos, neologismos, entre criações, contentezas e barulhanças, artes e cantares. O tear é mais embaixo. Pirações letrais. Experimentações e acertos. Técnicas de aproximação. Algumas epifanias turvas também. Humores e ironias no foxtrot da obra. Nódoas que não silenciam sobre si mesmas. No solo de silêncio, que é o chamado exercício do fazer poético, as cantagonias. Berrar é humano? As palavras singram e sangram. Eu, você, mins e nosotros. Tudo a ver? Periga ler. Pois este livro de poema vem depois de um Porta-Lapsos, outro livro do autor, anterior, de poesia também, entre obras meio marginais deste cyberpoeta e escritor premiado em verso e prosa, que consta em mais de cem antologias literárias, inclusive no exterior, também ganhador de vários concursos de renome, já autor de outros livros. O autor está em mais de 800 links de sites. Ser tachado de o “Neomaldito da web” (Site Capitu) não é fácil. O Cyber Poeta Silas Corrêa Leite esteve, entre outros, no Programa Provocações, TV Cultura de São Paulo, e, com sua metralhadora cheia de lágrimas (e sua contundente e pragmática “poética de tristeza”), ainda disparou: “Corto os pulsos com poesia”. Que os bulbos deste livro apontem chips poéticos, janelas, tercetos, haiquases, desvairados inutensílios, e digam da poesia do autor como gritos disparados no ar, entremeados, sígnicos, lustrais, e com as desimportâncias, afinal, se um poeta disse que “o importante é que a emoção sobreviva”, e outro disparou “faz escuro mas eu canto”, que no fazer poético deste livro, o autor, feito um ladrão de fogo (Rimbaud), esparrame suas raízes (búlbicas), suas criações, suas centelhas, seus fios tenebrosos, fiosterra que sejam, na panaceia dessa desvairada pauliceia sociedade anônima, nesse afrobrasilis de tantas disparidades sociais, dando testemunho de que, sim, os loucos herdarão a terra, mas, enquanto criticam o pântano da condição humana, nesses tenebrosos tempos pósmodernos de tantas infovias efêmeras, ainda assim e por isso mesmo, dão testemunhos de resistência com a sensibilidade ferida. Afinal, não é fácil ser sensível (e não se estarrecer na arte como libertação) nessa época de muito ouro e pouco pão. E quem quiser que vá parir estrelas. Anjos caídos usam os poetas para conversar com os loucos?

Sutras, mantras, lãs de lágrimas, uma espécie de frei ateu no estudio da alma nau, boêmico-letral, com sua alma nau ( e sua metralhadora dialética cheia de lágrimas) cria o inominável, o indizivel, os chorumes, pilhando situações e atitude de humanos bem pouco humanus... Silas está no contexto criativo do que bem diz Osip Mandel Stam “Todos os tempos são obscuros para quem deles experimenta a contemporaneidade. Contemporâneo é aquilo que sabe ver essa obscuridade, capaz de escrever mergulhando nas trevas do presente”. Pois os Bulbos Transversos do cyber poeta Silas Correa Leite são incendiários, transfigurações pertubadoras de desconstrutividade humanas... Ai de nós! E o autor ainda, feito um meteoorito poético com rastilho aceso (Silas e suas ‘siladas’) detona: Eu escrevo poesia/Porque tenho uma coisa na cabeça/O cérebro”.

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Maria da Gloria L. Aranha

Conatos: mglaranha@bol.com.br

 

 



Escrito por zanzes às 10h15
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