NAS BARRICADAS DA VIDA Para Cláudio Daniel Vejo quem está do meu lado da barricada (A arte vencendo os canhões) Nada nos bolsos e nas mãos, diria o compositor popular E as palavras, com minha metralhadora dialética Dizem de sinais de pânico; resistir é preciso Muito além das lágrimas, com consciência cívica e visão ético-plural comunitária Criando bandeiras por um humanismo de resultados Nesses mundos e fungos de podres poderes entre estátuas e cofres Pois a América é um blefe! Contra o neoliberalismo-câncer de Tatcher O capitalhordismo americanalhado parasita Pessoas morrendo de fome – e a fome dando lucro Antenas da época, prosseguimos; o lado sentidor aflora Com consciência na barricada, a historia é remorso E vamo-nos, e, para não dizer que não falamos de flores Damos testemunhos de nós. E do que fizemos de nós Enquanto o open doping da mídia cria subcretinos Na lavagem cerebral do consumismo-cão e das infovias efêmeras Nas barricadas da vida, o pobre, o simples, o louco, o sonhador, o poeta O que pensa a vida de todos por todos; contra a exploração do homem pelo homem... A arte como libertação, disse o poeta. E nós sabemos o nosso lugar Nas trincheiras; gritando palavras de ordem contra o sistema Deixaremos o nosso grito de horror e dor parado no ar do planeta web (range a rede) Não seremos cobaias no arbítrio; nos campos de trigo cor de ouro Plantaremos o nosso brado contra os miseráveis deixados à margem. Os lucros impunes, as riquezas injustas Porque do nosso lado da barricada temos as mentes abertas e as mãos limpas Até que nosso horror impregne a consciência da sociedade hipócrita. -0- Silas Correa Leite www.portas-lapsos.zip.net E-mail: poesilas@terra.com.br
Escrito por zanzes às 12h59
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