Poetinha Silas Quando Criança 
Escrito por zanzes às 14h57
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R E B A N H O De Quando Era Menino De quando era muito piá, muito guri ainda, e achava Que tatu de nariz era maionese de ranho verde-fedô E que o sol sonrisal ia dormir a noitinha E mandava a lua de prata vigiar o seu sonho De sonhador pimpão... De quando sonhava botar suspensórios em cascavel E achava que a bulha no porão era o Batman roncando Ou quando ouvia vozes e se sonhava poeta Para dar cria ao seu pequeno rebanho de versos De moleque pidão... De quando achava que a sua querida mãe era eterna E que as estrelas eram sucrilhos no céu de Itararé Sabia que as flores bonitas eram colhidas primeiro E que figo maduro tinha zíper com carnegão De se pegar com a mão... De quando era muito curumim e queria porque queria Estudar, aprumar oficio, virar gente grande, escritor Ouvindo os causos e hinos do pai músico, Antenor No acordeão vermelho solando Saudades de Itararé Saudades do Matão... Agora a saudade é sua... de um tempo que se foi e agora é Um retrato na parede da memória que ainda dói, Itararé O menino cresceu, virou gente grande; tudo em vão Porque ainda esconde uma criança no coração Vestida de ilusão... -0- Silas Correa Leite, Santa Itararé das Artes - E-mail: poesilas@terra.com.br Blogue: www.artistasdeitarare.blogspot.com/ - Ou: www.portas-lapsos.zip.net
Escrito por zanzes às 14h55
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Escrito por zanzes às 10h58
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DIVERSO CAMINHO... Poeminho Para o Poeta Zanoto de Varginha Para José de Souza Pinto, In Memoriam Morre o Poeta Zanoto de Varginha O trem da poesia desencarrilhou Um anjo que, em Varginha parecia um E.T. Desceu de uma carruagem de fogo do céu E veio buscá-lo; para o Poeta Zanoto ir fazer poesia no desmundo... Morre o Poeta Zanoto de Varginha Se é que alguém como ele morrerá um dia Foi brincar de pular nuvens ali, pertinho E foi recolhido – porque Deus precisava De um poeta para dar brilho celeste além de horizontes e crepúsculos... Morre o Poeta Zanoto de Varginha Amigo, irmão, marido, companheiro Um paladino da cultura em pagos mineiros Assim na terra como no céu ele estará conosco Porque uma personalidade brilhante assim como ele nunca morre... Morre o Poeta Zanoto de Varginha Que divulgava poemas de outras freguesias Era simples e humilde – e mesmo assim Um coração de ouro e uma alma enluada Desses sertões e brasis que ele amava tanto feito uma asaluz ... Morre o Poeta Zanoto de Varginha E recolhemos nossas lágrimas em poemas Saudades são formas de amor, que dizemos Da grande perda; de alguém que, nos braços de Deus Recolhe as nossas lágrimas feito tristes poemas de adeus! -0- Silas Correa Leite – Amigo de Zanoto Itararé/Samparaguai Site: www.portas-lapsos.zip.net E-mail: poesilas@terra.com.br
Escrito por zanzes às 09h53
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Morre Zanoto, Dia 21 de Janeiro, 2011 Uma das lembranças mais queridas que tenho dos antigos bailes no Clube de Varginha era ver um casal dançando. Os dois ficavam agarradinhos, depois ele soltava a esposa, atravessavam o salão -cada um para um lado- dando aqueles passinhos curtos, e voltavam. Eu era adolescente e achava o maior barato. Algum tempo depois, conheci aquele senhor. Zanoto. Pai do Dr. Luiz Henrique de Souza Pinto. Escrevia no Correio do Sul. Uns textos estranhos, poesia. Fui compreender aquela figura só alguns anos mais tarde. José de Souza Pinto foi uma pessoa que marcou sua passagem. Nasceu em Varginha, filho do português Antônio de Souza Pinto, um dos três irmãos que fundaram o Armazém Souza & Pinto Ltda. e assumiram o Hotel Megda (Hotel Maduro), em frente a estação ferroviária, quando aquela região era o centro econômico-financeiro de Varginha. Zanoto era apaixonado pela literatura. Durante cerca de 40 anos escreveu a coluna “Diversos Caminhos”, no Jornal Correio do Sul. Presidente de honra vitalício da Academia Varginhense de Letras, Artes e Ciências (AVLAC). Colaborava com veículos literários de vários estados e países. Recebeu comendas e homenagens pelos textos que redigia e pela saudável teimosia em publicar, diariamente, uma coluna literária. Tinha outro hábito saudável, de caminhar tranquilamente pelas ruas da cidade, onde buscava inspiração para seus textos. Me disse, uma vez, que levava os textos, datilografados, a pé até o jornal. Há alguns anos visitou Portugal. Foi até a cidade onde o pai nasceu. Procurou a fonte que ilustra o rótulo do vinho “Zanoto”. Ficou decepcionado com o que viu. Preferia o rótulo. Foi Zanoto que me explicou o nome da vila onde meu avô, Manoel Maria Madeira, nasceu. Freixo é uma árvore. Sobre ela sempre ficava um sentinela, vigiando se vinha inimigo da Espanha. Ficava com a espada na cinta. Daí o nome Freixo de Espada à Cinta. Zanoto era fã de Fernando Pessoa. Um apaixonado pela palavra (“Ela é mulher”, dizia). Gostava de literatura, música, um bom vinho. Mas a paixão maior era a esposa, dona Lélia. Aquela com quem fazia par nos antigos bailes do Clube de Varginha. Zanoto faleceu na manhã de 21 de Janeiro 2011, sexta-feira. O corpo foi velado na Associação Médica de Varginha. O sepultamento foi no cemitério municipal. Zanoto deixa dona Lélia, filhos (Luiz Henrique, Maria Isabel e José de Souza Pinto Júnior) e netos. Leila Miccolis, in Blocos, RJ
Escrito por zanzes às 09h32
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Escrito por zanzes às 09h27
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