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Blog de Campo de Trigo Com Corvos (Livro de Contos de Silas Correa Leite)
 


A Maior Tecnologia da Educação




Me pediram para fazer um poema sobre tecnologia e didática
Mas há tantas provas, tantos estudos, tantos exercícios
Que não consegui realizar a proeza de forma assim tão prática.

Me pediram para fazer um poema sobre didática e tecnologia
Mas há tantos problemas, tantos pensamentos, tantas técnicas
Que mesmo tentando buscar em vários discursos, em diversas teorias
Não teve como atrair as palavras e organizar as métricas.

Mas quando o tema bate na porta do pensamento
E este sente o fusco-fusco da inspiração
Nascem divagações, fantasias e teoremas
Que tomam seus contornos e invadem a imaginação.

Pensei então na imprensa, filha de Gutenberg
Na expansão marítima das Grandes Navegações, mãe da globalização
Na "Belle Époque", filha da industrialização
Na aventura intelectual da internet.

Descubro que entre o desenho da letra no quadro negro à giz
E a pintura da parede de pedra na caverna
Há o instrumento, a máquina, a mola propulsora e natural
Que pela emoção, pelo ímpeto, pela ousadia
Cria as diversas linguagens e atinge suas metas.

Entre o retroprojetor e o data-show
Entre o dvd e o vídeo cassete
Há uma força geradora que a vida conclamou
E em nossos valores o caminho remete.

Entre a disciplina, a cultura e a preservação
Entre a sabedoria, o conhecimento e o encanto
Eis a maior tecnologia da educação
Que é o próprio elemento humano.

Marcio Rufino
Todos os direitos reservados


Escrito por zanzes às 19h37
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Jornada

A sombra segue o curso das estações,
sem ter percebido inverno ou primavera.
Acompanha-me, fazendo-me companhia,
na absurda e infinita realidade, que inspira
toda a existência do hálito, da transpiração.

É a vida que em si começa e se encerra.
Fim e início de uma longa espera,
ora floresta, ora pântano, às vezes,
deserto.

São os passos desencontrados de todos
os sentimentos mascarados e universais.
São meus dedos tocando tua boca
de palavras vazias e sofrimento.
É o longo olhar que ninguém entende
e, que mesmo assim, não se rende.

Sueli Fajardo


Escrito por zanzes às 18h08
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