Meu perfil
BRASIL, Sudeste, ITARARE, Planeta Cerveja Boêmica, Homem, de 46 a 55 anos, Portuguese, Spanish, Livros, Esportes, Ler e escrever



Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Blogue Artistas de Itararé, Cidade Poema
 Site do autor, em Itararé-SP
 Blogue do Autor de Campo de Trigo Com Corvos




Blog de Campo de Trigo Com Corvos (Livro de Contos de Silas Correa Leite)
 


Sutra do Girassol

 

 "Quando, flormortapobre, você esqueceu que é uma flor?
quando olhou sua pele e decidiu que era a velha
suja locomotiva impotente? o fantasma de uma
locomotiva? o espectro e sombra de uma já poderosa
locomotiva americana maluca?
não, girassol, você não foi locomotiva nunca, você foi sempre um girassol!
você, locomotiva, você é o motivo louco de sempre, a locomotiva!
pensando isso peguei o grosso girassol esqueleto e o finquei a meu lado
como um cetro
fiz o meu sermão à minha alma, e também à de Jack, e tambérn à de todos
que ainda queiram ouvir:
Não Quando, flormortapobre, você esqueceu que é uma flor?
quando olhou sua pele e decidiu que era a velha
suja locomotiva impotente? o fantasma de uma
locomotiva? o espectro e sombra de uma já poderosa
locomotiva americana maluca?
não, girassol, você não foi locomotiva nunca, você foi sempre um girassol!
você, locomotiva, você é o motivo louco de sempre, a locomotiva!
pensando isso peguei o grosso girassol esqueleto e o finquei a meu lado
como um cetro
fiz o meu sermão à minha alma, e também à de Jack, e tambérn à de todos
que ainda queiram ouvir:
Não somos a sujeira da pele, não somos nossa locomotiva medonha triste
poeirenta com ausência de imagem, nós somos todos uns lindos girassóis
por dentro, somos sagrados por nossas próprias sementes &
peludos pelados dourados corpos de ação virando girassóis ao crepúsculo
loucos girassóis formais e negros que esses olhos espiam
na sombra da locomotiva maluca margem beira
San ladeiras Francisco
tarde de lata
sol-posto sentar-se vision.
somos a sujeira da pele, não somos nossa locomotiva medonha triste
poeirenta com ausência de imagem, nós somos todos uns lindos girassóis
por dentro, somos sagrados por nossas próprias sementes &
peludos pelados dourados corpos de ação virando girassóis ao crepúsculo
loucos girassóis formais e negros que esses olhos espiam
na sombra da locomotiva maluca margem beira
San ladeiras Francisco
tarde de lata
sol-posto sentar-se vision."

 

Allan Ginsberg

(Tradução: Leonardo Froés)



Escrito por zanzes às 15h14
[] [envie esta mensagem
] []





QUINQUILHARIAS (PENSADILHOS)

1)-Se eu fosse você, eu não seria você. 2)-Há muitos anos eu não estou em lugar nenhum 3)-Anjos andam descalços porque têm asas 4)-Existir é demarcar território na desaceleração de partículas 5)-Escrever é crédito de carbono 6)-Existir é desvendar dúvidas 7)-Poetas suicidas têm lágrimas da infância perda em algibeiras surradas de calças rancheiras 8)-O homem-chaminé sonha um Deus-guardião de chaves, um Deus-lenço e um Deus-carteira 9)-As portas que dão para dentro de nós, são abertas com lágrimas de sangue em janelas de perdas 10)-Talvez eu seja só um projeto executando o movimento poético de tentar ultrapassar eu mesmo... - Poetinha Silas, Veja Blogues: www.portas-lapsos.zip.net ou www.campodetrigocomcorvos.zip.net



Escrito por zanzes às 13h35
[] [envie esta mensagem
] []






Instalação de Antonio Carlos Machado, prêmio JOão Turim, 2003

Em termos

Não se engane com meus termos.
Povoam universos paralelos,
surdos aos que só desejam entender.
Meus termos não são deste mundo,
não são empíricos, não são palpáveis.
Eu pego o fio no novelo dos sonhos
e, nem bem abro os olhos para o sol,
já saio tecendo os instantes.
À noite, com ou sem luar,
sempre coloco sonhos para assar
e os termos saem do forno saboreáveis.

Carmen Regina



Escrito por zanzes às 01h21
[] [envie esta mensagem
] []





S  a  r  a  m  a  g  o

(18.06.10)

“O mundo existe para terminar num livro”

Mallarmé

 

          Morreu Saramago

Em seu mundo nunca dantes navegado

No entorno de lágrimas de Portugal

E muito além do chão letral dos lusonautas

          Numa intermitência telúrica

          Morreu Saramago

O criador de um verbo alumbrado

Sua literatura esplende, arrebata

Num mundo globalizado – e insano

         Muito além de seu tempo

         Morreu Saramago

Entre seu palavrear de luz e sangue

Densos Tejos que ainda rebrilham

Em lágrimas que verteram seu espírito

          Procissão de excluídos

          Morreu Saramago

Que nos viçou em língua mátria

A sociedade sórdida: e o que somos

Ovelhas perdidas de uma manada

          Contra o qual lutava...

          Morreu Saramago

O ser humano historial, o homem bandeira

Que na mão esquerda ainda tem uma roseira

Que dá flores rubras a vida inteira

          Levantado do chão, nos ares

 

         AINDA VIVE SARAMAGO!

-0-

Silas Correa Leite, Santa Itararé das Letras, São Paulo, Brasil

E-mail: poesilas@terra.com.br - Site: www.portas-lapsos.zip.net

 

 

 

 

 

 



Escrito por zanzes às 17h35
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]