Sutra do Girassol "Quando, flormortapobre, você esqueceu que é uma flor? quando olhou sua pele e decidiu que era a velha suja locomotiva impotente? o fantasma de uma locomotiva? o espectro e sombra de uma já poderosa locomotiva americana maluca? não, girassol, você não foi locomotiva nunca, você foi sempre um girassol! você, locomotiva, você é o motivo louco de sempre, a locomotiva! pensando isso peguei o grosso girassol esqueleto e o finquei a meu lado como um cetro fiz o meu sermão à minha alma, e também à de Jack, e tambérn à de todos que ainda queiram ouvir: Não Quando, flormortapobre, você esqueceu que é uma flor? quando olhou sua pele e decidiu que era a velha suja locomotiva impotente? o fantasma de uma locomotiva? o espectro e sombra de uma já poderosa locomotiva americana maluca? não, girassol, você não foi locomotiva nunca, você foi sempre um girassol! você, locomotiva, você é o motivo louco de sempre, a locomotiva! pensando isso peguei o grosso girassol esqueleto e o finquei a meu lado como um cetro fiz o meu sermão à minha alma, e também à de Jack, e tambérn à de todos que ainda queiram ouvir: Não somos a sujeira da pele, não somos nossa locomotiva medonha triste poeirenta com ausência de imagem, nós somos todos uns lindos girassóis por dentro, somos sagrados por nossas próprias sementes & peludos pelados dourados corpos de ação virando girassóis ao crepúsculo loucos girassóis formais e negros que esses olhos espiam na sombra da locomotiva maluca margem beira San ladeiras Francisco tarde de lata sol-posto sentar-se vision. somos a sujeira da pele, não somos nossa locomotiva medonha triste poeirenta com ausência de imagem, nós somos todos uns lindos girassóis por dentro, somos sagrados por nossas próprias sementes & peludos pelados dourados corpos de ação virando girassóis ao crepúsculo loucos girassóis formais e negros que esses olhos espiam na sombra da locomotiva maluca margem beira San ladeiras Francisco tarde de lata sol-posto sentar-se vision." Allan Ginsberg (Tradução: Leonardo Froés)
Escrito por zanzes às 15h14
[]
[envie esta mensagem]
[link]

QUINQUILHARIAS (PENSADILHOS) 1)-Se eu fosse você, eu não seria você. 2)-Há muitos anos eu não estou em lugar nenhum 3)-Anjos andam descalços porque têm asas 4)-Existir é demarcar território na desaceleração de partículas 5)-Escrever é crédito de carbono 6)-Existir é desvendar dúvidas 7)-Poetas suicidas têm lágrimas da infância perda em algibeiras surradas de calças rancheiras 8)-O homem-chaminé sonha um Deus-guardião de chaves, um Deus-lenço e um Deus-carteira 9)-As portas que dão para dentro de nós, são abertas com lágrimas de sangue em janelas de perdas 10)-Talvez eu seja só um projeto executando o movimento poético de tentar ultrapassar eu mesmo... - Poetinha Silas, Veja Blogues: www.portas-lapsos.zip.net ou www.campodetrigocomcorvos.zip.net
Escrito por zanzes às 13h35
[]
[envie esta mensagem]
[link]

Instalação de Antonio Carlos Machado, prêmio JOão Turim, 2003
Em termos
Não se engane com meus termos. Povoam universos paralelos, surdos aos que só desejam entender. Meus termos não são deste mundo, não são empíricos, não são palpáveis. Eu pego o fio no novelo dos sonhos e, nem bem abro os olhos para o sol, já saio tecendo os instantes. À noite, com ou sem luar, sempre coloco sonhos para assar e os termos saem do forno saboreáveis.
Carmen Regina
Escrito por zanzes às 01h21
[]
[envie esta mensagem]
[link]

S a r a m a g o (18.06.10) “O mundo existe para terminar num livro” Mallarmé Morreu Saramago Em seu mundo nunca dantes navegado No entorno de lágrimas de Portugal E muito além do chão letral dos lusonautas Numa intermitência telúrica Morreu Saramago O criador de um verbo alumbrado Sua literatura esplende, arrebata Num mundo globalizado – e insano Muito além de seu tempo Morreu Saramago Entre seu palavrear de luz e sangue Densos Tejos que ainda rebrilham Em lágrimas que verteram seu espírito Procissão de excluídos Morreu Saramago Que nos viçou em língua mátria A sociedade sórdida: e o que somos Ovelhas perdidas de uma manada Contra o qual lutava... Morreu Saramago O ser humano historial, o homem bandeira Que na mão esquerda ainda tem uma roseira Que dá flores rubras a vida inteira Levantado do chão, nos ares AINDA VIVE SARAMAGO! -0- Silas Correa Leite, Santa Itararé das Letras, São Paulo, Brasil E-mail: poesilas@terra.com.br - Site: www.portas-lapsos.zip.net
Escrito por zanzes às 17h35
[]
[envie esta mensagem]
[link]

|