Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Blogue Artistas de Itararé, Cidade Poema
 Site do autor, em Itararé-SP
 Blogue do Autor de Campo de Trigo Com Corvos




Blog de Campo de Trigo Com Corvos (Livro de Contos de Silas Correa Leite)
 


As Escolas não ensinam, mas deveriam ensinar

Texto de Silas Corrêa Leite

01)="Deveriam" Ensinar, a partir do próprio projeto pedagógico como um todo (“ensino-aprendizagem”) que a vida não é nada fácil, e, com uma didática hábil e construtivista nesse sentido, satisfatoriamente dariam então chances concretas aos alunos de terem o devido conhecimento de, como, na realidade funciona a difícil vida fora do lar, fora do bairro, fora do circuito escolar; assim todos os alunos se preparariam muito melhor – e, claro, se sairiam bem melhor depois, no mundo real, na concorrência, no mercado de trabalho - até mesmo nas atividades sociais, principalmente nesse nosso injusto e nada ético tropical capitalismo selvagem, onde todos sobre/vivem em eterna luta entre contrastes sociais, constantes mudanças e seqüenciais reciclagens evolutivas sem parar.

02)="Deveriam" Ensinar que, a sociedade como um todo, na verdade tá pouco se lixando pra tal sensibilidade jovial do aluno, pro seu bem viver salutar, pra sua vontade de ser feliz plenamente apesar de tudo, pra sua auto-estima. O ser-cidadão que o aluno em si deve representar num contexto todo, vai ser como uma espécie literal de “laranja”. Enquanto der caldo bom além do quesito da mais valia, será devidamente usado (sua força física como motor, sua mente produtiva na flor da idade) depois, que virar bagaço, não servirá mais pra nada, será descartável. Esse é o pensamento único de nosso capitalhordismo americanalhado terceiro-mundista.

03)="Deveriam" Ensinar que, na verdade não há emprego para todos, essa é a real. Como no mundo animal, numa comparação imediatista que seja, o mais forte, o mais rico, o mais culto, o mais inteligente, o mais determinado e, eventualmente até o mais bonito é que superarará o outro em situação assim de inferioridade. Os outros (...) serão os “manés”, os descamisados, os excluídos sociais, os rejeitos por algum motivo ou força de irrazão de mercado. A Escola é uma saída. Talvez seja a única saída. E eles, os alunos, devem mesmo estudar M U I T O !. Depois, trabalho, poupança (sacrifícios) e mais estudo constante a médio e longo prazo, sem parar, quando o herói, o forte, o sobrevivente, o poupador – sim, o CDF cara – e determinado é que sairá vencedor e será quase que um novo lobo entre lobos...

04)="Deveriam" ensinar que, depois do Pai, da Mãe, o Professor deve ser, tem que ser sim (procure que ele seja mesmo de qualquer maneira) o melhor amigo do mundo. Se você acha o seu mestre chato, baby, espere só pra ver o seu guarda-noturno, o seu síndico, o seu inspetor de alunos ou de quarteirão, o vigia do shopping, o policial, o delegado, o primeiro patrão. Patrão é um pé na...rotina. Quem estuda muito, vira chefe, vai acabar dando ordem, e mesmo o patrão pega leve com ele, sacou? Aliás, quem não estuda vai ser o peão na escala que gira adjacente à triste relação capital-trabalho. E o patrão não respeita quem fala mal, escreve mal, fala gírias, usa roupas berrantes, é uma aberração num radicalismo vazio de rebelde sem causa. Quem não estuda é um pato da situação, vai ser explorado de todo jeito, salvo, é claro, honrosas exceções em casos bem excepcionais. Então, o seu “professor chato” (você vai e lembrar nessa hora) será então lembrado como um doce, um anjo. Você ainda terá muitas saudades dele que pegava no seu pé, puxava pela sua cabeça, estava do seu lado e não contra você ou tirando lucro com seu suor, a sua lágrima, o seu sangue Isso é capitalismo, filho. Tá boiando, é ?

05)="Deveriam" ensinar que, se for para catar latinhas...que o idealista (ou por força imperiosa de precisão) monte uma equipe determinada, funcionalmente hábil e produtiva. Adote valores essenciais. Bote uma turma pra fazer isso pra você, use a cabeça. Monte uma usina de fundo de quintal. Distribuía serviços, afazeres, técnicas, manejos, reciclagens, visão auto-sustentável, orçamentos, gráficos e produções. Além disso você pode ser um gerente, um dono (micro empresário), faturar algum, numa boa, ganhar dinheiro só usando o pensar/criar com inteligência...que praticou aonde? Na Escola. Isso vale até para servir de parâmetro, gerar emprego no meio familiar, entre outros acertos circunstanciais. Nenhum emprego é vergonha. Se você souber administrar um problema, uma situação, uma necessidade ou carência, cada condição será lucrativa, dará certo. E poder. Status. Oferta e procura. Lei de mercado. Você cabulou essa aula? Muita gente começa montando sua empresa em casa, seu primeiro negócio, e depois vira empresário dessa forma, aos poucos, com muita dedicação, visão, sentido de busca. Ninguém começa de cima. Milagre é só no reino da fantasia. Deus não dá asas para quem não sabe nem estudar direito...

06)="Deveriam" ensinar que, se você cair, mano, a culpa é toda sua, tá ligado? Seus pais e mestres não têm culpa nenhuma. Você é o responsável pelo que você se tornar. Se você fizer besteira, hasta la vista baby, a culpa é toda sua, sem tirar nem pôr. Você, só você, é responsável pelo seu sucesso ou fracasso, Pense nisso. Você vai se prestar contas um dia, mais cedo ou mais tarde. Isso vai doer muito, sabe? O que você conseguiu ser, o que você não soube ser. Não há desculpa no fracasso, na caída. Ninguém chuta cachorro morto. E você pode fazer do lugar em que estuda, o “lugar-pessoa” que você é e se tornar um grande vencedor. Qual é a desculpa agora? Saia dessa.

07)="Deveriam" ensinar que os pais são sagrados. Você não está aqui para julgá-los. Não tem esse direito. Você vai é poder julgar os seus filhos, quando eles fizerem as mesmas besteiras que você fez, feito alienado entre colegas estúpidos. Seus pais venceram em situação muito pior do que você. Não estão aqui para sustentar você. Eles são heróis e você ainda quer criticá-los? Quem é você para se insurgir contra seus pais? Comece a mudar agora a sua cara, o seu jeito, o seu quarto, a sua casa, seu enfoque, ou, no dito no popular, curto e grosso: vá trabalhar, vagabundo!

08)="Deveriam" ensinar que, se a Escola passa todo mundo - você já ouviu isso? – na vida real lá fora não é bem assim, todo mundo afina, treme, titubeia, cede, refuga, quando não rasteja feio. A realidade é outra. A verdade dói. No colégio tem de merendeiro a psicólogo, de assistente social a professora substituta pra você torrar a paciência, de servente a coordenador pedagógico. Na vida lá fora, a barra tá pesada, baby. Ninguém vai passar por você, o que você mesmo tem que passar para ficar com o couro grosso, aprender valentias de percurso, crescer, ser alguém que preste, se souber ser. Você pode até não repetir no ciclo escolar, mas vai levar pau no vestibular e na escola da vida que é muito mais difícil de encarar. E vai ser um zero a esquerda na vida. O mundo lá fora é pra tigre, você é um gatinho mimado? O mundo lá fora é pra guerreiro: você é manteiga derretida, turrão, frouxo ou xarope? Um tapinha não dói...

09)="Deveriam" ensinar que a cada turno da vida, há uma paulatina evolução. E quem ama pune. E quem é vivo aprende, pega o jeito, adapta-se, cria alternativas. Quem se educa, cresce. Tudo é motivo para grandes esperanças, energias canalizadas num propósito superior, geração de empreendimentos, pois sem orar e vigiar não somos nada. O que você vai ser quando crescer? Um derrotado? Um filhote babão alegando que não deu sorte na vida?. O tempo é aqui e agora, o banco da sala de aula. O momento é já. Você vai ficar aí parado, caçando calma pra se coçar, quando a vida é empenho e viver é lutar? A vida só favorece grandes batalhas, para os fortes, os especiais, os grandes que querem ser heróis e enfrentar situações-limites com coragem e esforço fora do comum, levantando muito cedo, dormindo muito tarde, estudando em finais de semana, feriados, férias, lendo, pesquisando sempre. Tudo o que é fácil pra você, torna você uma presa fácil na vida bandida lá fora. Qual é a sua cara pálida? Tá surtando, é ?

10)="Deveriam" ensinar que, no vídeo-game a vida ganha pontos vitais, que no cerol você faz sacanagem, e corre o mesmo risco na próxima tentativa de subir fácil, que na droga você cultua neuras e imagens fáceis de sucesso, pois o esquema ilude você, você é vítima e pensa que é só um usuário que tem o controle de tudo, dando grana pra marginais. Babaca. Na violência você planta o seu fruto podre, o seu futuro de derrotado. Na terra tudo é ilusão, tudo é sonho, quando não infâmias e sandices. Para ser alguém na vida, você terá que ralar muito, tem que esquecer o bar, o forró, o carnaval, a mina, a praia, a turma da pesada. Qual é a sua cara, vai encarar ou fazer firulas com rapagões, perder tempo precioso?. Machos dançam também. A tatuagem não te dá diploma. Nem o rock ou o surf ou no skate e o rap. Lembre-se, o cara CDF que você zoa, e que pra você não passa de um babaca e que no seu entender limitado é puxa-saco dos professores, ainda vai brilhar, vai ser alguém, ser importante, ser feliz, fazer a diferença. E você, seu mané, acredite, você vai ser empregado do filho dele, trabalhar pra ele a troco de banana, e depois ainda achando, quando acabar velho e tolo, pobre e frustrado, feito um radical que dançou feio, que o sucesso cai do céu. Não cai. O sucesso não acontece por acaso. Os ricos estudam para ficarem ainda mais ricos, continuarem ricos, para não perderem posses nesses tempos difíceis. E você, não vai estudar por quê? O trabalho é o melhor remédio, mas, além, de correr trás do prejuízo – o mar não tá pra peixe – você vai ter que tomar uma decisão e partir pra cima do seu sonho, refazer sua vida. Deixe de ser molenga e vá a luta. Não pule etapas. Não perca tempo. O amanhã espera por você, e numa curva do tempo o futuro que virá cobrar erros e descaminhos. Não tem desculpa. O que é que você vai fazer de sua vida? Cabular aula? Colar na prova? Mentir pra você mesmo? Brigar com o Professor? Depredar a Escola? Entrar numas? Dos melhores alunos nascem os melhores cidadãos, os melhores críticos, os melhores VENCEDORES. Qual é a sua opção? Faça a escolha certa.

Silas Corrêa Leite – De Itararé, SP/Brasil - Educador, Jornalista, Escritor, pós-graduado em Educação, Literatura e Jornalismo (ECA/USP) – Ganhador do Prêmio Lígia Fagundes Telles Para Professor Escritor (Edição 2004)

Texto da Série “Inventários e Partilhas”

 

Leia Mais...



Escrito por zanzes às 10h10
[] [envie esta mensagem
] []





 
UNINVERSO
 
 
 
Ando tendo noites
Em meus pesadelos.
Quebrado esquinas
No funeral dos ventos.
 
Tenho guardado sombras
Em botijas esmaltadas
Aguardando florescer lágrima.
 
Ando verde feito rascunho
Cristalizando falas,
Consumindo nadas,
Maturando eus.
 
Tenho respirado letras
Num labirinto eufórico
De luas, sonhos e à Deus.
 
Ando vertendo cru
Cristais de metafísica
Antimetáforas resistindo ao nós.
 
(Fátima Venutti)


Escrito por zanzes às 11h18
[] [envie esta mensagem
] []





QUEM SOU EU?

 

 (Improviso para um solo de Jazz dodecafônico)

 

-Sou o que escreve porque não sabe se matar. Sou o que lê muito sempre fugindo do exato e doloroso verbo Viver. Sou o que respira auras e halos pelo fio de navalha da poesia-canga. Sou o que aprendeu cantar mentalmente porque não podia soar. Sou o que fugiu de viver e descobriu a Terra do Nunca num encantário de luz e poesia. Sou, a bem da verdade, uma bananeira que já deu goiaba em lata. Que acredita em Deus mas não vê Deus nos humanos. Sou o que foi criança e gostava de estar com os sábios mais velhos. Que foi jovem brucutu fora de seu tempo e com poucos amigos de verdade. Sou o que envelhece filosofias e enluos lidando com crianças. E reaprende sinais e conhecenças com elas... Sou o que foi humilhado e usou isso como dínamo para sobreviver como uma groselheira seca. Sou o que quebraram as pernas e aprendeu a voar sem muletas. Sou o que chora no escuro para não assustar quem ama e assim passar uma imagem de forte e bravo. Sou quem é sozinho pela própria natureza, e escreve muito para ter companhia. Como um eco no abismo. Sou um rapaz que amou Os Beatles & Tonico e Tinoco, mas Lennon morreu, George também, e ainda resta um caipira cantando mundos e campos de lavandas entre lírios laranjas. E ainda sola silêncios em alto relevo... Sou o que se esconde na cerveja, pois o vício predileto é querer ser árvore secular, ser nuvem além da fonte sagrada de todas as águas-mães, rio acima de todas as marés e ilhas, nunca mais um pobre e vil bicho-ser. Sou o que acredita na arte como libertação, na poesia como fermento, em Deus como um cartão de crédito antes do cianureto e atrás dos campos de trigo com corvos. Sou aquele que tem uma lenda pessoal para cumprir, vive e morre por isso, mas, coitado, coió e capiau ainda briga por arroz com feijão e couve rasgada na rala sopa de pedras dos inválidos. Sei que é o espírito que ama o espírito, antes do corpo amar o corpo, mas infelizmente sei também que uma andorinha só não faz outra andorinha. Sou o poeta que foi marceneiro entre cedros e borboletas, o professor que já foi bóia-fria e lanhou as mãos de manteiga derretida, o doutor engravatado que tem ficha nos podres porões da ditadura militar incompetente e corrupta, o jornalista de oficinas que cutuca onças com vara curta, um pobre aprendiz de feiticeiro que busca a mágica de ser feliz cem por cento blues. Tive inimigos e eles me fizeram bem, pois por eles auditei minha vida como páginas de rostos, meu caminho, minha busca pela estrada que vai dar no sol, além do pote cheio de árco-íris. Fui traído e aprendi a amar direito, como uma asa precisa amar outra asa para ter alce de mira. Passei fome e valorei o pão nosso de cada dia, fiquei desempregado muito tempo e passei a adorar levantar cedo na fralda da aurora para ir conseguir o ouro de tolo em terra de muito ouro e pouco pão. Sou o ferido zangão que põe o dedo na ferida da consciência humana. Sou alguém que nasceu em dimensão-travessa-placenta errada. Sou o que a mãe não quis e foi pai da mãe. Sou o que o pai não quis e foi mãe do pai. Sou o irmão que não dá lucro, não é boa companhia, escreve errado por línguas estranhas. Sou o que sonha o leão e o cordeiro no mesmo pasto. Isso: sou um semeador de estrelas no reino da fantasia dos despossuídos... Se perguntarem meu nome de batismo, digam: Prelúdio. Se quiserem saber meu filho, digam o Ausente. É no silêncio quase ninhal que escrevo isso que me ocorre agora, de improviso, quase um crepúsculo íntimo, porque uma amiga virtual me perguntou sabiamente quem sou. QUEM SOU? Ser ou não ser? Eis a questão-toleima. Na verdade, confesso (perdoem!) não sei quem sou. Mal-e-mal simplesmente só sei o que não sou. Aliás, se eu soubesse o que sou, não seria poeta, seria de fritar bolinhos. Estaria rico, feito na vida, morando em Londres. O último a sair, pague a conta. Poetas e grávidas primeiro... Há um Deus? Do jazz nasce a luz? Habemos ícaros. (Silas Corrêa Leite)



Escrito por zanzes às 11h26
[] [envie esta mensagem
] []





Fortaleza (Salmo)

(1)-Porque Deus vai nos dando Coordenadas/Dentro do que vemos, passamos ou intuimos/Ou do que não vemos. E sentimos…/Porque Deus quer o melhor para nós, para a nossa evolução/E às vezes precisamos ouvir o que não queremos mas precisamos ouvir…/E Deus vai nos dando pistas…sinais/(A força que nos alerta)/E só nos reconhecemos e nos recolhemos em nós/Quando estamos em Deus/E estar com Deus é pensar Nele em sua santidade e edi
ficação/

(2)-Porque Deus nos deu de identidade uma bússola no interior de nós/Uma espécie de sextante no íntimo/E assim O divisamos como uma ilha de misericórdia e refúgio nessa difícil e incompreensível Viagem de existir…e sobreviver/A existência é Deus e os sinais Dele/São tão claros que às vezes nos cegam/Ou a nossa procura e o nosso olhar imediatista é limitado em potencial, pequeno/Quando os códigos de Deus são altaneiros, quase incompreensiveis/E a decodificação passa pela transparência de nossa alma edificada em portos de encalhes…/

(3)-Às vezes Deus cansa de nos dar sinais/E quando estamos perto da lanterna dos afogados/Deus então nos alerta e nos supreende/Pela dor, pelo acidente, pelo drama, pela perda dura e inexplicável para o nosso ver sentir comum/E então quebrados somos despertos e finalmente olhamos para o alto/Pedindo um socorro doloroso, amargo/E finalmente procuramos Deus como sustentáculo lá no mais recôndito de nós/E então caímos em nós e na nossa finitude e miserabilidade/Pois nem tudo o que nos foi dado de luz e exemplo pela graça de Deus nos pertence/Tudo é lição, referencial, vivência de aprendizado existencial/E nesse choque nos reencontramos com Deus num vale de lágrimas para finalmente limparmos os olhares de ver e olhares de sentir/E contemplamos o Criador em sua plenitude celeste/Inclusive de recolhedor do que nos deu como sinal de exemplo e de grandeza/

(4)-Seguindo as Coordenadas de Deus/Somos instrumentos Dele; a grande esperança do perdão Dele/E então O tendo conosco e dentro de nós/Nosso espírito sofrido e atribulado se refrigera/Somos de alguma forma recompostos/E inexplicavelmente ficamos fortes na dor, quando aprendemos/E ficamos santificados novamente pela eterna esperança da promessa ciclal do bendito Reencontro/E então enfrentamos tempestades e furacões/Porque renovamos as forças em Deus/E Ele nos dá uma nova estatura de fortaleza/De infinitas sustentações!

 

Silas Correa Leite

 



Escrito por zanzes às 11h19
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]