Arquivos

Votação
 Dê uma nota para meu blog

Outros links
 Blogue Artistas de Itararé, Cidade Poema
 Site do autor, em Itararé-SP
 Blogue do Autor de Campo de Trigo Com Corvos




Blog de Campo de Trigo Com Corvos (Livro de Contos de Silas Correa Leite)
 


Na Cozinha

 


Júlia Moura Lopes

(Daniel Francoy)
 
Eu nunca disse que o amo
porque o amo em silêncio dentro de mim.

Amo-o quando a tarde poisa sobre os telhados
e o cheiro do jantar,
é o cheiro do crepúsculo.
Adora sardinhas fritas
beringelas à Milaneza
e nas noites frias
gosta de sopa.

é também em silêncio que ele se senta à mesa
e com um sorriso
diz que a vida é suor..
e pondo o café para coar
diz que me protege!

depois, pega o filho no colo
e mostra as lagartixas na parede da varanda
O seu amor tem cheiro de café feito na hora
e a alegria, são as samanbaias no quintal
enquanto lavo os pratos
e ele varre o chão.

 
[Daniel Francoy]


Escrito por zanzes às 12h47
[] [envie esta mensagem
] []





 


Escrever um fim


É assim...


Não adianta lápis de cor.


O quadro é negro


E não temos apaga-dor




(Moacir Caetano, do Blog de 7 Cabeças)


Escrito por zanzes às 10h58
[] [envie esta mensagem
] []





 

Cantiga de Beijação

 

 

Dei um beijo na formiga

Pulou fora comprar briga

 

Dei um beijo no tatu

Foi aquele randevu

 

Dei um beijo numa rã

Manheceu morta di manhã

 

Dei um beijo na cunhada

Se quedou da pá virada

 

Dei um beijo no lagarto

Que finou depois de um sarto

 

Dei um beijo num pangaré

Que fuzilou pra Itararé

 

Dei um beijo numa guria

Caiu dura ficou fria

 

Dei um beijo numa lesma

Caiu gosma ali mesma

 

Dei um beijo numa saúva

Padeceu de ficar viúva

 

Dei um beijo no jaó

Abotoou o paletó

 

Não posso mais beijar ninguém

Ou o mundo inteiro fica sem

Ninguém

 

-0-

 

Letra: Silas Correa Leite

(Aceita se Música)

E-mail: poesilas@terra.com.br

(Poeminho Infantil Querendo Ser Letra de Cantação)

 

 



Escrito por zanzes às 10h20
[] [envie esta mensagem
] []





"A amizade, é o maior de todos os bens; tão necessária à vida

quanto a água, o fogo e o ar, ela é para o homem o que o sol

é para a natureza; enfim, é tão agradável, tão honesta (essa

palavra nada significa para mim), que os próprios filósofos a

puseram entre os maiores bens. Pois bem, e se eu vos provasse

que sou eu ainda que dou nascimento e vida a todas as amizades?

 Nada mais fácil, posso prová-lo de forma tão clara quanto o

dia; mas para isso não empregarei nem dilemas, nem silogismos,

nenhum desses raciocínios capciosos de que se servem

geralmente nossos lógicos sutis; contentar-me-ei de seguir

as luzes do senso comum. Fechar os olhos para os

desregramentos dos amigos, iludir-se sobre seus defeitos,

imitá-los, amar neles os maiores vícios, admirá-los como

se fossem virtudes, não é isso o que se chama entregar-se

à loucura? O amante que beija amorosamente uma mancha

 que percebe na pele de sua amante, o outro que cheira

voluptuosamente o pólipo de sua Inês, o pai cujo filho é

 zarolho e que acha seu olhar terno, tudo isso não são

 puras loucuras? Sim, dizei quanto quiserdes que são

loucuras, e loucuras das mais mais completas; mas admiti,

no entanto, que são essas loucuras que formam e mantêm

as amizades". Erasmo, em O elogio da Loucura.




Escrito por zanzes às 12h47
[] [envie esta mensagem
] []







Escrito por zanzes às 12h35
[] [envie esta mensagem
] []







Escrito por zanzes às 01h52
[] [envie esta mensagem
] []



 
  [ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]