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Blog de Campo de Trigo Com Corvos (Livro de Contos de Silas Correa Leite)
 


Poema:

 

M Á S C A R A S

 

Trabalhos de Alunos da EMEF “José de Alcântara Machado Filho” – Coordenadoria Butantã

 

“Todo mundo tem máscara”

 

Batman

 

 

As máscaras são

Caras más – dão

Nos tempos distantes, e contam

A África-Mãe; ancestrais

De negredos coloniais

As máscaras africanas

De banzos, naus e savanas

Anjos e demônios são

De cultos típicos, tribais

De muito tempo atrás...

 

As máscaras de entalhes; de tantos desenhos e cores

E tintas, danças, diásporas, tristices e dores

Más/Caras exorcizando antigas escravaturas e disputas tribais

 

Na escola pública de São Paulo, trabalho docente

De afrodescendentes – e dessa brava gente

Do afrobrasilis colonial até brasileiríssimos de desígnios atuais

 

São máscaras criadas por alunos da escola

Más/Caras que pintam a historicidade; o que consola

São artes de tantos Alunos cujos perfis retratam os seus pais

 

A máscara tua – a máscara minha

A cartolina, a tinta, o papel, a linha

Do tempo. Preto e branco – preto e banto

 

A máscara minha – a máscara tua

Os negros, os símbolos - o sol e a lua

Retratando uma historicidade, no entanto

 

Máscaras

Más – Caras

Exílios, moendas e engenhos, diásporas

Afugentam fantasmas de uma história inteirinha...

 

A nossa brasilidade ainda há

Nos desenhos em que o próprio povo está

A negritude retratada. A história caminha...

 

Por isso tantas máscaras ainda são

Dos filhos deste solo – Dos filhos deste chão

A luzeira alma da África Brasileirinha!

 

-0-

 

Poeta Professor Silas Correa Leite

Blogue: www.portas-lapsos.zip.net

EMEF José de Alcântara Machado Filho

Real Parque, Morumbi, São Paulo-SP

E-mail: poesilas@terra.com.br


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Escrito por zanzes às 19h27
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Votou Alckmin, Tomou no Pedágio



Escrito por zanzes às 10h31
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O Que Aprendo Sendo Itarareense

1)-Abraçar pessoas, causas, bares, recantos, ranchos, rios piscosos, histórias, crianças, animais, e até as mais belas saudades ricas

2)-Que amar transcende, e amar quem ama Itararé é ser a outra asa de uma asa de luz que fez ninhal em nosso berço esplêndido

3)-Lar doce Bar. Há bares que vem pra bem. Quem espreme limão com açúcar na pinga sempre alcança (uma caipirinha, claro)

4)-O mundo gira e Itararé permanece, e há no céu uma Itararezinha celeste...

5)-Ter a alma doce, um sentimento boêmio, a mão estendida e uma luz interior fora do sério

6)-A arte como libertação. Itarareense é artista pela própria natureza, nasce assoviando e morre ouvindo cantar os pneus no cacau quebrado (paralelepípedos) de nossa Santa Terrinha Encantada

7)-Somos todos irmãos. Até os extraterrestres. Periga ver

8)-Chupar limão e tomar uma cerveja geladíssima em cima, é da hora, do momento, do habitat, do lugar notívago que a Estância boêmia de Santa Itararé das Artes sempre foi

9)-Dormir abraçado com a musa pedaçuda, a mulher amada, a amiga e companheira, tudo a ver, tudo a ser

10)-Ser de esquerda e ser sociável, ser socialista e humanitário, ser ético e amigo de todos (Itarareense não tem inimigo, o inimigo é que o têm)

11)-A carteirinha de sócio do Clube Atlético Fronteira vale mais do que a identidade, a de motorista, o passaporte diplomático

12)O Itararé-ês é a nossa língua paraoficial. Linguagem pegajenta e lisa como quiabo

12)-Existe tanta gente bonita em Itararé, que fora de Itararé é uma feiúra generalizada, e quem namora gente de fora dá literalmente com os burros nágua ou leva chapéu de vaca

13)-Itarareense faz poesia para se teletransportar e entrar numas, já que sabe que o buraco da Barreira é mais embaixo

14)-Ressaca é psicológico, é igual gravidez psicológica, até porque, Itarareense não nasce, estréia na Santa Terrinha; Itarareense burro nasce morto, e Itarareense quando morre vira Andorinha sem breque e vai morar no céu com o Jesus Casado e o Miro Vaca que do outro lado abriu um Bar Chamado Fecha Nunca que fechou aqui mas lá é aberto para sempre...

 

-Silas Correa Leite – E-mail: poesilas@terra.com.br

www.itarare.com.br



Escrito por zanzes às 10h42
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Escrito por zanzes às 09h55
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DESAFINADO



Está chovendo no roseiral

O céu tem nuvens sob lonas azuis

Talvez seja Elis cantando um blues

Águas de março muito além do fim


Ou talvez só seja o Tom Jobim

Com lágrima no uísque celestial.



Silas Correa Leite
Itararé-SP - E-mail:
poesilas@terra.com.br

WWW.portas-lapsos.zip.net



Escrito por zanzes às 10h31
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NAS BARRICADAS DA VIDA

 

Para Cláudio Daniel

 

 

Vejo quem está do meu lado da barricada

(A arte vencendo os canhões)

Nada nos bolsos e nas mãos, diria o compositor popular

E as palavras, com minha metralhadora dialética

Dizem de sinais de pânico; resistir é preciso

Muito além das lágrimas, com consciência cívica e visão ético-plural comunitária

Criando bandeiras por um humanismo de resultados

Nesses mundos e fungos de podres poderes entre estátuas e cofres

Pois a América é um blefe!

 

Contra o neoliberalismo-câncer de Tatcher

O capitalhordismo americanalhado parasita

Pessoas morrendo de fome – e a fome dando lucro

Antenas da época, prosseguimos; o lado sentidor aflora

Com consciência na barricada, a historia é remorso

E vamo-nos, e, para não dizer que não falamos de flores

Damos testemunhos de nós. E do que fizemos de nós

Enquanto o open doping da mídia cria subcretinos

Na lavagem cerebral do consumismo-cão e das infovias efêmeras

 

Nas barricadas da vida, o pobre, o simples, o louco, o sonhador, o poeta

O que pensa a vida de todos por todos; contra a exploração do homem pelo homem...

A arte como libertação, disse o poeta. E nós sabemos o nosso lugar

Nas trincheiras; gritando palavras de ordem contra o sistema

Deixaremos o nosso grito de horror e dor parado no ar do planeta web (range a rede)

Não seremos cobaias no arbítrio; nos campos de trigo cor de ouro

Plantaremos o nosso brado contra os miseráveis deixados à margem. Os lucros impunes, as riquezas injustas

Porque do nosso lado da barricada temos as mentes abertas e as mãos limpas

Até que nosso horror impregne a consciência da sociedade hipócrita.

 

-0-

 

Silas Correa Leite

www.portas-lapsos.zip.net

E-mail: poesilas@terra.com.br

 

 

 



Escrito por zanzes às 12h59
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Quantos de Nós

 

“ Sê limpo!... ”  Rudyard Kipling

 

-Quantos de nós

Merecemos realmente conviver com pessoas de verdade?

 

Quantos de nós

Fizemos por justificar o fato de ainda estarmos vivos?

 

Quantos de nós

Sabemos muito mais servir do que explorar vantagens?

 

Quantos de nós

Semeamos e plantamos para merecer o que comemos?

 

Quantos de nós

Seremos defensores de nós mesmos no tribunal do devir?

 

Quantos de nós

Temos sangue e lágrimas vencidas desde a terra ancestral?

 

Quantos de nós

Podemos ao encontrar com Deus nos afirmamos filhos dele?

 

Quantos de nós

Sabemos fazer por merecer as conquistas todas que conseguimos?

 

Quantos de nós

Ao final da jornada nos reconheceremos verdadeiramente justos?

 

Quantos de nós

Na hora da nossa morte teremos a consciência fiel e tranqüila?

-0-

Silas Correa Leite – www.portas-lapsos.zip.net

E-mail: poesilas@terra.com.br

 

 

 

 



Escrito por zanzes às 10h09
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Poema Para Castro Alves

 

Para Antonio de Castro Alves (1847/1871)

In Memoriam

 

 

“Depois dos Navios Negreiros /Outras correntezas”

 

(Um Trem Pras Estrelas)   -   Cazuza, Gilberto Gil

 

.........................................................................

 

Castro Alves, Castro Alves

Os navios negreiros agora são outros

Os periféricos escravos terceirizados também

E todos sobrevivemos a um “salve geral”

Em mares bravios de urbanas irrazões; de dezelo público

Imbecilizadas humanas alojadas em estrumes palaciais

Entre espumas flutuantes de cervejas e esgotos, em chorumes...

 

Castro Alves, Castro Alves

Os românticos hoje estão com AIDS

E se dopam e se prostituem entre carentes

(Do infame capitalhordismo americanalhado)

Ou são emos que se poluem em tantos antros neomalditos

Afrobrasilis descendentes no sórdido neoliberalismo

De aspones entre usuários de craks, em cachimbos marginais...

 

Castro Alves, Castro Alves

O índio, o negro – quem não somos –

Na mestiçagem de pobres amalgamados também

Seres irados que danças como se hienas

Todos filhos desse solo, dessas seqüelas históricas, desenredos

Entre palácios de corvos do arbítrio e riquezas amorais

Samparaguai não conduz; é conduzido pelo crime organizado...

 

Castro Alves, Castro Alves

Tudo é nojo, luto, falso - um horror

A injusta Pátria-Nada é só remorso oficial

“O auriverde pendão de minha terra” balança, balança

Mas nos perdemos de nós, perdemos a fé, perdemos a esperança

De sermos parecidos com um país, um povo, uma nação

Terra de ninguém, explorados nessa pindorama de maracangalhas...

 

Castro Alves, Castro Alves

Áfricas tropicais com suas gomorras

De palafitas, favelas, guetos, becos, cortiços

E vamo-nos poetas malditos sem fúria; sem compromisso

Que não o de te lembrar com tristeza em cantagonia e temor

Há corrupção e impunidade sistêmicas, um horror

Pobres boiando em senzalas dos Sem Terra, Sem Pão, Sem Cor...

 

-0-

 

(2011 – 164 Anos do Nascimento do Poeta Castro Alves, que morreu aos 24 Anos em Salvador, Bahia)

 

(*)-Poema da Série “Recebe o Afeto Que se Encerra”, livro inédito do autor – Outono, Vila Sonia/Butantã/Samparaguai

 

-0-

 

Silas Correa Leite – De Santa Itararé das Artes, Sudoeste do Estado de São Paulo/Divisa com o Paraná, E-mail: poesilas@terra.com.br

Site: www.portas-lapsos.zip.net

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por zanzes às 20h10
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Entre livros nasci. Entre livros me criei. Entre livros me formei. Entre livros me tornei. Enquanto lia o livro, lia-me, a mim, o livro. Hoje não há como separar: O livro sou eu.

(Inajá Martins de Almeida)



Escrito por zanzes às 19h15
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ARTISTA BAGUÉ

 

Artista de Itararé, Chão de Estrelas, Santa Itararé das Artes

 

MicroBiografia Artística: Alberto Bandoni Neto a.k.a. Bbandone, Compositor polivalente, performer multicultural pluralista e cineasta paulista, nascido em 1960 em Itararé, São Paulo. Radicado na capital paulista, onde teve uma formação eclética dentro de artes integradas: música popular e lírica, teatro, literatura e cinema.

 

Fez parte do quadro técnico funcional de artes cênicas do Centro Cultural São Paulo entre 1991 até 1997, ao mesmo tempo participou do Teatro do Ornitorrinco durante duas temporadas de “Sonho de uma noite de verão” e a primeira de “Comédia dos Erros”.

 

Teve atuação relevante como locutor e produtor do programa RADIOATIVIDADE na RadioUSP de 1987 a 1989, antes disso produziu e integrou algumas bandas no início da renovação do rock brasileiro dos anos 80, e, na mesma época fez parte do elenco da montagem especial da ópera “O Guarani” de Carlos Gomes, na reinauguração do Teatro da Paz em Belém do Pará.

 

A partir de 2000, além da atividade cinematográfica, também participa de várias ações colaborativas na internet, na criação de conteúdo, arte digital e desenvolvimento integral de websites.

 

Contatos:

Email: bbandone@isitizi.net

Web Site: http://www.aka.pro.br

 



Escrito por zanzes às 17h01
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Ol�! Seu blog foi selecionado como um dos legais do UOL. Parab�ns! Veja no link abaixo como colar o selo de Blogs Legais: http://04021c3560d0c90306.comunidade.uolk.uol.com.br/2011_03/topic2011_03-30_14_15_49-127816972.html



Escrito por zanzes às 02h23
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Poetinha Silas Quando Criança

 



Escrito por zanzes às 14h57
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R   E   B   A   N   H   O

De Quando Era Menino

 

De quando era muito piá, muito guri ainda, e achava

Que tatu de nariz era maionese de ranho verde-fedô

E que o sol sonrisal ia dormir a noitinha

E mandava a lua de prata vigiar o seu sonho

De sonhador pimpão...

 

De quando sonhava botar suspensórios em cascavel

E achava que a bulha no porão era o Batman roncando

Ou quando ouvia vozes e se sonhava poeta

Para dar cria ao seu pequeno rebanho de versos

De moleque pidão...

 

De quando achava que a sua querida mãe era eterna

E que as estrelas eram sucrilhos no céu de Itararé

Sabia que as flores bonitas eram colhidas primeiro

E que figo maduro tinha zíper com carnegão

De se pegar com a mão...

 

De quando era muito curumim e queria porque queria

Estudar, aprumar oficio, virar gente grande, escritor

Ouvindo os causos e hinos do pai músico, Antenor

No acordeão vermelho solando Saudades de Itararé

Saudades do Matão...

 

Agora a saudade é sua... de um tempo que se foi e agora é

Um retrato na parede da memória que ainda dói, Itararé

O menino cresceu, virou gente grande; tudo em vão

Porque ainda esconde uma criança no coração

Vestida de ilusão...

-0-

Silas Correa Leite, Santa Itararé das Artes - E-mail: poesilas@terra.com.br Blogue: www.artistasdeitarare.blogspot.com/ - Ou: www.portas-lapsos.zip.net

 

 

 



Escrito por zanzes às 14h55
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Escrito por zanzes às 10h58
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DIVERSO CAMINHO...

 

Poeminho Para o Poeta Zanoto de Varginha

 

Para José de Souza Pinto, In Memoriam

 

Morre o Poeta Zanoto de Varginha

O trem da poesia desencarrilhou

Um anjo que, em Varginha parecia um E.T.

Desceu de uma carruagem de fogo do céu

E veio buscá-lo; para o Poeta Zanoto ir fazer poesia no desmundo...

 

Morre o Poeta Zanoto de Varginha

Se é que alguém como ele morrerá um dia

Foi brincar de pular nuvens ali, pertinho

E foi recolhido – porque Deus precisava

De um poeta para dar brilho celeste além de horizontes e crepúsculos...

 

Morre o Poeta Zanoto de Varginha

Amigo, irmão, marido, companheiro

Um paladino da cultura em pagos mineiros

Assim na terra como no céu ele estará conosco

Porque uma personalidade brilhante assim como ele nunca morre...

 

Morre o Poeta Zanoto de Varginha

Que divulgava poemas de outras freguesias

Era simples e humilde – e mesmo assim

Um coração de ouro e uma alma enluada

Desses sertões e brasis que ele amava tanto feito uma asaluz ...

 

Morre o Poeta Zanoto de Varginha

E recolhemos nossas lágrimas em poemas

Saudades são formas de amor, que dizemos

Da grande perda; de alguém que, nos braços de Deus

Recolhe as nossas lágrimas feito tristes poemas de adeus!

-0-

Silas Correa Leite – Amigo de Zanoto

Itararé/Samparaguai

Site: www.portas-lapsos.zip.net

E-mail: poesilas@terra.com.br

 



Escrito por zanzes às 09h53
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