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Blog de Campo de Trigo Com Corvos (Livro de Contos de Silas Correa Leite)
 


 

ESTOU DO LADO DOS QUE MERECEM RESPEITO...

 

-... desde muito pequenino ainda, mesmo precoce, birrento e pidão, mas sentidor e eterno aprendiz da alma humana, por assim dizer, era tachado de encrenqueiro, por lutar contra injustiça, ver o lado humano dessa ‘gentehumana’ que errava por circunstancial de percurso de aprendizado e era criticada, punida, então, cedo me descobri, pobre de mim, poeta dos fracos e oprimidos, talvez um defeito de fabricação, do DNA... do meu amor e solidariedade aos aleijados por dentro, aos excluídos sociais, aos pequeninos... bem-aventurados... do meu respeito e respaldo às mulheres guerreiras, aos negros, aos pobres, aos nordestinos, aos animais, aos excluídos sociais...

-... desde muito jovem ainda que amava os Beatles e Tonico e Tinoco e já escrevendo a escurez da vida, minha visão não era para os possuídos, de um país que só era rico para os ricos, para os brancos, para os estrangeiros, para uma elite insensível e inumana, mas não para os pobres que ficavam às margens do caminho, e cedo comprei briga, desde a minha cidade para os que eram discriminados, mulheres que eram despossuídas de afeto social, essa gente humilde da qual sou originário e amo tanto, pensando num país que realmente tivesse uma politica em que o chamado povão fosse realmente a razão de ser do que preconiza o próprio direito constitucional, de que o poder emana do povo (todo o povo) e em seu nome deve ser exercido...

-... depois, em sp, lutando contra as misérias do cotidiano, passei fome, dormi na rua, lutei pela sobrevivência possível e fui perseguido por ser contra uma ditadura financiada pela corrupção paulistana, perdi emprego, perdi bolsa de estudos, fui fichado nos porões dos podres poderes amorais do regime de exceção, mas eu sempre soube e sinto e sei de que lado da barricada estava e estou, os miseráveis...

-... formado, trabalhei na área de direito, e saquei com muita dor no coração e tristeza na alma que nesse país justiça é só para ricos e poderosos, para os pobres a vergonha, a humilhação, a desonra, os processos por dizer verdade que provocam fichas sujas de gente inocente e fichas limpas em corruptos e ladrões como em Samparaguai, o estado máfia, de muitos lucros impunes... riquezas injustas (como falou São Lucas), propriedades roubos... muito ouro e pouco pão...

-... fui reger aulas e me encontrei no humanamente possível, plantando mudanças, enchendo o coração dos alunos de sonhos, vivenciando finalmente um lado sentidor na prática presencial, formado, aflorado, e o lado da busca pela justiça batendo forte, contra autoridades que fazem do cargo a vida afetivo-emocional porque mal amadas, e que precisavam tomar remédios para dormir, porque quem precisa de poder, status, cargo, diploma hierarquia para se sentir importante, poderosa ou dona da verdade, está precisando de tratamento e muito amor, já que não há hierarquia na grossura... e a maior vingança é ser feliz…

-... por essas lidas da justiça sonhos, poemas, baladas e prosas, vim-me aprendendo, lutando contra a dor dos outros, me colocando no lugar do outro, a mulher perseguida, o negro discriminado, o subalterno oprimido, o índio caçado, o morador de rua abandonado, o excluído social, o velhinho desprezado, a criança não provida... A alma humana é minha praia...

-... assim, perdoem caros amigos, em qualquer lugar onde houver uma mulher sendo atacada, perseguida, xingada, eu estarei de prontidão com minha metralhadora dialética cheia de lágrimas para defendê-la. Onde houver um perseguido, lá estarei poeta sem lenço e sem documento com minha bandeira de luta buscando por justiça ainda que tardia, lá onde houver um caboclo, um favelado, um negro, um pobre, sou eu, sou esse, brasileirinho. Nunca me esquecerei do lugar que vim e o que sou... Não me mudei de lugar, não me mudei de mim, não estive nunca ao lado do opressor, do explorador, do que acha que é o que não é, do que pensa que pensa... do que xinga (sem caráter e sem educação), ofende sem conhecimento historial, porque ouviu o galo fascista e conservador cantar e não sabe onde, talvez mero cérebro receptáculo de uma mídia suja e tendenciosa, e de uma sociedade injusta, discriminatória, falso cristã, sem moral...

-... por isso perdoem meus posts, os que compartilho, as falas, o que crio no açodado da dor entre a ferida e a cicatriz, não posso deixar de ser porta-voz não remunerado dos fracos e oprimido, não melhorei de vida a não ser sendo um rebelde a estudar muito feito um louco, não logrei ninguém, não pilhei ninguém, não levei vantagem em nada, e quando alguém brinca de perguntar se estou rico, respondo que estou digno... as mãos limpas do sangue desses que sonham um Brasil de todos por todos...pátria-nação, pátria-mãe...

... assim, perdoem se eu sou um sonhador. Minha mulher diz que exercito bem a minha cidadania ético-plural-comunitária. Meus amigos dizem que sou um defensor de causas perdidas, meus inimigos dizem que se eu fosse malandro, mau caráter, corrupto, ladrão, menos bocudo (falso e dissimulado) e de direita, já seria deputado, estaria podre de rico na vida. Mas, afinal, o que somos nós?

-... “cada   quá com seu picuá”, diz um adágio popularesco de Itararé, minha terra-mãe. O guri que foi engraxate, boia-fria, garçom, e que uma professora anjo o tornou poeta de meia tigela, ainda carrega a sua cruz, a sua luz, a sua briga por utopias, acreditando na arte como libertação, acreditando no amor ao próximo sempre por inclusões sociais, em defesa dos fracos e oprimidos, dos negros, dos favelados, das mulheres-bandeiras desse Brasil de tantos canteiros e florações...

-... quando a morte vier me buscar; ou se eu morrer amanhã de amanhã, pois bem, digam que eu lutei contra moinhos e ventos,  ilusões humanas, que sonhei a esperança como inteligência da vida, que fui um plantador de sonhos, e que acredito sempre na força da mulher brasileira – tive ótimos referenciais em família, na escola e entre amizades zenboêmicas – que acredito na força do negro que canta e vibra e busca justiça social, que sou um pobre coitado que se aventurou de ser um sonhador de causas justas e que não se arrependeu, que morreu pelo sonho de uma verdadeira democracia social, de uma justiça realmente justa, de uma sociedade menos insensível e hipócrita, de uma verdadeira, no Brasil, no planeta terra, uma  GENTE HUMANA AINDA QUE TARDIA...

- SILAS CORREA LEITE

www.artistasdeitarare.blogspot.com/

 

Relatos de Um Certo “Gente”

 

 



Escrito por zanzes às 16h53
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Escrito por zanzes às 21h16
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“Pirilâmpadas”: O Novo Livro de Poesia Infantojuvenil de Silas Correa Leite

 

A Editora Pragmatha, de Sandra Veroneze, de Porto Alegre-RS, acaba de mandar para o prelo, o novo livro do Poeta e Ficcionista premiado, Silas Correa Leite, de Itararé-SP. Trata-se da obra PIRILÂMPADAS, Poesia Infantojuvenil, livro de 80 páginas em que é arrolado uma seleção dos melhores trabalhos infantis e juvenis do autor, publicado ao longo de sua vida, de mais de 60 anos, de todas as suas vertentes criativas. Silas Correa Leite, já autor de outros vários livros, ganhador de prêmios de renome, até no exterior, constando em mais de 800 links de sites, até internacionais, constando ainda em mais de cem antologias literárias de renome, desta feita monta uma obra voltada para o público infanto-juvenil. O escritor esteve dia 7 de abril no estúdio da NGT para gravação do Programa Temperando o Papo com a apresentadora Hariane Fonseca e o Chef Marcos, falando de seus outros livros, inclusive do recém-lançado GOTO, Romance, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, e agora uma nova obra referenda a brilhante carreira do autor. Cult News – Maria das Graças L. Aranha E-mail: la-goeldi@bol.com.br



Escrito por zanzes às 14h12
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Pequena Breve Introdução Para o Rascunho de um Quase Possível Ensaio

De Coxinha Daslu a Esquerdinha Caviar ou Direita-Tubaina

 

Quem se mete a besta de dar opiniões desde cedo, precoce ou não, se mete a besta de escrever e palpitar, corre riscos, passa situações difíceis, vivencia barras pesadas. De origem humilde, fui engraxate, boia-fria, vendedor de dolé de groselha preta, e já garçom de bar, com dezesseis anos, só com o curso primário (parei de estudar para trabalhar e ajudar em casa), escrevia para o jornal O Guarani de minha terra-mãe, Itararé, SP, e já tinha sido aprovado em concurso de rádio para locutor, e também em show de pratas da casa cantava e fazia imitações de ídolos da Jovem Guarda, cabelo na testa, botinha sem meia, calça calhambeque, era uma brasa, mora?

Como já disse, por ser de origem pobre, mãe descendente de índios guaranis com negros de Angola, e pai descendente de cristãos-novos oriundos da Ilha da Madeira em Portugal, o pessoal ficava só sacando o jovem atiçado, e começaram os impropérios maroteiros e chulos, claro. Metido. Quer aparecer. Filho de negra, crente e faxineira. Pobre. Onde já se viu aquilo, de se a meter a escrever para jornais? E assim se seguiram as, ponhamos, criticas, na verdade ilações e alusões discriminatórias, constrangedoras, tratamento degradante e, porque não dizer, bullying, já naqueles tempos? Eu me salvava pelo que escrevia, deve ser, não pelo jovem que eu era, mas que sonhava utopias amava os Beatles e Tonico e Tinoco.

Prossegui escrevendo, por quase quarenta e quatro anos – hoje sou colunista correspondente do jornal em SP – e as rotulações bobas prosseguindo aqui e ali, principalmente de uma banda podre. Bêbado, maconheiro, bicha, pobre, filho de preto, e eu lendo mais, estudando sempre, escrevendo feito um louco. Já em SP, como na canção de Belchior, um rapaz latino-americano, sem dinheiro no bolso, sem parentes importantes, e vindo do interior. Morar em pensão, passar fome, dormir na rua, sempre escrevendo, inclusive para outros jornais da cidade. Fiz a letra de um hino para Itararé, que virou oficial. Voltei a estudar, comecei a participar de concursos de renome (até na USP) que tive a bendita sorte de ganhar. Apesar de ficha nos porões dos podres poderes da ditadura militar incompetente e corrupta, me formei, até que Itararé fez cem anos, e entre uma lista de dez ilustres Itarareenses, fui o primeiro escolhido para expor na mostra Imagens e Palavras, no centenário da cidade histórica. Alguém até disse que, demorou muito para o reconhecimento, já que santo de casa não faz milagres...

Em Itararé reconhecido, concederam uma rua da cidade com nome de meu finado pai Maestro Antenor Correa Leite, e ganhei prêmios no Mapa Cultural Paulista, Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo, representando Itararé. Lancei um ebook que, primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, de vanguarda, inédito e único no gênero, me concederam a oportunidade de ter os chamados cinco minutos de fama na grande mídia, inclusive televisiva, sempre promovendo Itararé, louvando-a em verso e prosa. Ganhava o mundão da web também. E na web, aqui e ali, os xingos, reclamos, ameaças de processos, intimidações, por criticar governos corruptos. Por dia me excluem uns dez, e eu também excluo ou denuncio uns dez por dia. Democracia também é isso. E tomando processos, que tive a sorte de ganhar e ser, aos 60 anos, ainda primário. Mas, desde jovem, escrevendo para jornais, criticando o sistema, a sociedade, os chamados podres poderes, riquezas injustas, lucros impunes, principalmente de uma corrupta e incompetente ditadura militar.

Nas redes sociais você é intimado, constrangido, ameaçado, seleciona e salva uma baboseira de baixo calão, ou mesmo exclui o sujeito virtual, quando não fake, principalmente quando baixa o nível, fala palavrões, range a rede e segue a lida. Ganhando prêmios, lançando livros, dando entrevistas, fazendo palestras pagas, caindo em vestibular, constando no YouTube, participando de congressos, eventos literoculturais, reportagens, entrevistas sobre sua obra, seu trabalho diferenciado, seus prêmios, constando em antologias literárias até no exterior, postando sua obra em verso e prosa, mais criticas, resenhas e ensaios em mais de oitocentos sites, até internacionais, em todas as redes sociais com twitterpoemas, microcontos, pensagens (pensamentos mensagens), pensadilhos (pensamentos trocadilhos), bolando coisas novas, ideias novas, pareceres que, polêmicos ou não, dando o que falar, criando jecas inimigos de ocasião, entre reaças a coxinhas, por assim dizer, ou tipos que antes eram pomposos omissos quando o Brasil era quebrado e, coniventes ou não, aceitaram numa boa, até terem um blog ou site e acharem que por isso são donos da verdade absoluta, são artistas, críticos, e que por estarem na net o cérebro vem junto com um kit de inteligência, política, educação, cultura, historia, economia.

Vários livros, dois novos trabalhos para sair, quando, com quase cinco mil amigos no Facebook, por um criticozinho de ocasião – antes fazia parte do sistema e quebrou a cara, ou também quis levar vantagem e se ferrou de canudinho? – fui levianamente tachado por um novo Coxinha Daslu, de Esquerdinha Caviar. Já pensou? Ri do sujeitinho medíocre. Já passei por essas e outras. Achei graça. Aposentado de um dos vários trampos sobrevivenciais, vencedor com as mãos limpas, prêmios, cursos, e ouvir um disparate bocó desses de um incompetente, mal amado e frustrado foi a glória, quero dizer, foi o fechamento de ciclo historial, para não dizer, a própria consagração ético-cidadã e humana, de quem mudou seu mundo, mudou seu meio, critica sem ter o rabo preso com ninguém, nem ser filiado a partido algum ou fazer parte do sistema, principalmente em São Paulo, o estado máfia, dos news ricos das privatizaoes-roubos, as privatarias, de um cínico estado mínimo neoliberal entregue às moscas, sem projeto para a educação, para a saúde, para o transporte publico, mais as praças de pedágios-quadrilhas, corrupção deslavadas, impunidades institucionalizadas em todos os níveis, máfias e quadrilhas blindadas, protegidas por uma justiça chapa branca e uma mídia amoral, tendenciosa e parcial, também ligada a agiotas do capital estrangeiro – o capitalhordismo americanalhado – que sucatearam e ferraram o estado nas privatizações ainda impunes, mais o trensalão tucano, máfias dos fiscais, etc. Já pensou?

Daí você observa e analisa minha foto, pesquisa minha vida, confirma meu currículo aqui abreviado e reduzido, e cisma de pensar: Esquerdinha Caviar? Toma Poeta. Quero dizer, bem feito, quem mandou – de novo? – se meter a besta de defender inclusões sociais humanitárias, não ter feito parte de quadrilhas, e ainda se arvorar de criticar os podres poderes, até porque, Confúcio disse que as mudanças começam no micro espaço, no clã, no meio, no lar, no quarteirão, no município, na região. Falar mal do governo federal quando os municípios, estados e regiões, estão muito bem, representados em Brasília? Não somos uma sociedade de santos, queremos políticos santos? Então, baseando-nos em números, dados, fatos, vemos o povo pensar no antes e no agora, e fazer então assim, a sua avaliação, comparando. Um coxinha aí comenta: os que recebem bolsas família não deveriam votar. A mesma bolsa família copiada por países potências e que deram pontos ao Brasil, e elogios no exterior, por inclusão social de milhões. Respondo: então teríamos que impedir de votar também os que acreditam na plim plim, sofrem o open-doping da mídia corrupta, tendenciosa, parcial, de subcretinos a sem cérebros. Mas não falam nas bolsas que governos anteriores deram para Bancos, tipo o PROER, criticam os rolezinhos de pobres, negros, favelados, periferia sociedade  anônima, e não criticam os rolês que promoveram, dando, a apreço de banana, a Vale do Rio Doce para inescrupulosos, só para citar um fato de crime organizado impune que a justiça suspeitamente tolera, a mídia nãovê e os ignorantes políticos, criticozinhos de ocasião, nem se lembram de lembrar. E depois o errado sou eu. E os manezinhos Caviar da extrema-direita, os, curto e grosso, Coxinhas-Daslu? Pois é.

Amigos riram. Colegas que sabem minha vida me cutucaram, outros curtiram minhas respostas, defesas, mas zoaram, um Mané me rotulando, já pensou qu8e coió? O sujeito que me tachou alopradamente de Esquerdinha Caviar, ainda achou um desenho de uma placa com os dizeres em vermelho, já pensou, pesquisar um design para achincalhar quando poderia mostrar-se mais inteligente, estudar mais, se inteirar, mas daí seria um vencedor; mas era um perdedor, mal sabendo, um direitinha-tubaina. Direita Tubaina? Pois é. Mexam com quem está cético.

Por essas e outras, trabalhando em vários lugares, pensando em novos cursos, corrigindo novos livros, lançamentos para serem agendados, duas entrevistas para serem confirmadas, participações em novas palestras e noites de autógrafos em feiras de livro, o pobre esquerdinha caviar aqui, vai levar seu sanduba de mortadela, seu remédio para o coração, mais suas ideias, sonhos de um humanismo de resultados depois do chamado fim das utopias, querendo que o Brasil continue de sexta potência à quinta, crescendo, apesar dos coxinhas, os discriminadores, apesar dos que torcem contra o Brasil, dos que feito papagaios de pirata dizem que o país está em crise, dos que dizem que não vai ter copa, mas continuando lesando o fisco, continuam praticando crimes como falências fraudulentas, ou ainda crimes de calunia, difamação, entre achismos, feito arautos do arbítrio, corvos do regime de exceção, tipo assim, Coxinhas-Jaburus. Já pensou? Pensar pode.

E com licença que, agora que lanchei depressinha uma coxinha, vou de um trampo para outro. Viva a democracia e a liberdade. O Esquerdinha Caviar – que chique, hein? - vai ralando e aprendendo, sempre... apanhando e crescendo, como nunca na vida, estudando e sabendo para arguir com conhecimento de causas e efeitos, vai lendo e se reciclando, a luta continua, vai escrevendo e correndo riscos...

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Silas Correa Leite

Anarquista Teórico, Socialista Técnico e Humanista de Resultados

Autor de GOTO, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, Editora Clube de Autores a venda no site: WWW.clubedeautores.com.br

Autor de Pirilâmpadas, literatura infantojuvenil, Editora Pragmatha, no prelo

Texto da Série O BRASIL QUE RECONHECE O BRASIL, VIVENCIAS & CRÍTICAS

Contatos: E-mail: poesilas@terra.com.br

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Escrito por zanzes às 12h50
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Solidariedade a RIVERSUL

Penitenciárias na Região de Itararé

 

Assim como vários municípios da região de Itararé tiveram políticos  do PSDB rejeitados nas urnas, inclusive Itapeva e Itararé, assim como outros corruptos de diversos partidos - mas a maioria do PSDB - foram sentenciados, condenados pela justiça no estado de SP todo, e a PF ainda caça outros, assim como alguns corruptos morreram impunes porque se continuassem vivos estariam presos, ainda assim, Ribeirão Vermelho do Sul que virou Riversul, agora vai ter duas penitenciárias impostas pelo governo do PSDB à carente cidade e região.

Itararé mesmo, cidade histórica, que vivenciou revoluções e permanece ainda chão de estrelas, terra de artistas, bonita pela própria natureza – a história do Brasil passa por Itararé -  com uma história que toda cidade paulista gostaria de ter, aqui tiveram a pachorra de erguer um nefasto Pedágio dividindo o município ao meio, por incrível que pareça. Poderia ser no Parque Ecológico da Gruta das Andorinhas Bentas, área de divisa com o Paraná, no entanto, criaram um pedágio bem no meio do município, coisa irracional, com isso impedindo que cidadãos contribuintes pudessem ir ao mais rico recanto da cidade, o Balneário do Rio Verde e Rio da Vaca, tendo que pagar a vergonhosa tarifa  de pedágio para estar no próprio município, em área de lazer, uma verdadeira desonra, uma vergonha.

Região sul paulista abandonada pelo governo do PSDB, que, incompetente e blindado por grande parte da chamada mídia tendenciosa e parcial, está por quase duas décadas no poder; o governo do estado sem projeto para segurança, educação, saúde, reforma agrária, o estado tendo virado por essas e outras (incompetência e impunidade) na verdade uma verdadeira Cracolandia a céu aberto, um verdadeiro Pinheirinho a céu aberto, um verdadeiro Carandiru a céu aberto, e ainda a Região de Itararé, sudoeste do Estado, sendo apenada com duas penitenciarias em Riversul. Falta de respeito. Uma vergonha para a região. Como é que Avaré e Itaí aceitaram isso?

Itararé, Itapeva, Itaberá, Itaporanga, Riversul, cidades irmãs, no historial da região como um todo, que é uma das mais pobres no estado de São Paulo, há tempos abandonada pelo governo do PSDB – que saudades de Carvalho Pinto e Franco Montoro! -  agora, para ferrar ainda mais, duas penitenciárias em Riversul. Se fosse para enquadrar os corruptos do Trensalão Tucano, das Privatizações Tucanas (Livro denuncia de Amaury Jr), ainda pelo menos saberíamos que a justiça de SP deixou de ser chapa branca, deixou de ser tendenciosa e parcial, mas, para envergonhar o município e a região, é um total desrespeito aos cidadãos contribuintes dessas cidades que estão revoltados.

Nossa solidariedade ao querido município de Riversul.

Poeta Silas Correa Leite

Membro da UBE-União Brasileira de Escritores

E-mail: poesilas@terra.,com.br

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Escrito por zanzes às 11h39
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AUTORIDADE

“... a flor vencendo o canhão”

Geraldo Vandré

 

A autoridade oficial

Tem quase dois metros de altura

Um rinoceronte de largura

Calça 44

Mas quando fala, coitado,

tem voz de sininho de Cinderela

Paisano...

 

Chega posudo o sargentão

Com barba – as vezes armado

Roupa oficial de gala

Calça 44

Mas quando diz “Circulando”

coitado, todos “cerriem” do autoridade

Sem dano...

 

A autoridade popular

Com aquela voz de pó-de-arroz

- Cinturão de munições –

Calça 44

Quando diz “Mãos ao alto!”

todos dançam e cantam funk

Pro carcamano...

 

Logo ele vai ser promovido a Ser Humano!

 

-0-

Silas Correa Leite – Santa Itararé das Artes

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Escrito por zanzes às 11h31
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SEMANA ITARAREENSE

 

“A vida é um cheque sem fundo

Para ser sacado no banco novo mundo...”

Silas e suas siladas

......................................................................

 

Domingo?

Que droga!

Macarrão com “xingo”

Na sogra...

Segunda?

Cara de bunda...

Na marmita ovo frito com macarrão gravatinha

E na mochila cabritada um corote de bala azedinha.

Terça, eca!

Levou a breca!

Desodorante sabor picumã no sovado vencido

E um sonrisal de comprimido

Que ser zen-boêmico cervegetariano faz mal pro fígado...

Quarta

Inês é Marta

Farofa de chuchu e arroz papa

Porque do craquento miserê ninguém escapa...

Quinta
O belo final de semana pinta

Paçoca de carne com manjericão e pimenta

E um pedaço de quebra-queixo de doçura pegajenta...

Sexta

Que não é besta

Vale Coxinha pagando a rodada de Skol

Churrasco, namoro, lua cheia, marotice, gandaia e futebol...

Sábado

Lavar o carro, lavar o cágado

A mulher carente querendo ver o fantástico te chamando de querido

Já te tirando o pijama encardido

Atiçando a libido

E desapertando o parafuso...

Domingo

Misericórdia - Tudo de novo

Pra fugir do viradinho de ovo

Xingo

- Coitado -

Na sogra

Ou a droga

De filar bóia no caipora e lazarento do cunhado...

 

“Tamo ferrado”

“É nós” na fita, na seresta, no carnaval e no babado...

Sonhando a excursão no fusca cabritado

Lotado

Para o rio pelame ou o rio da vaca no próximo feriado!

-0-

Silas Correa Leite – Santa Itararé das Artes, Cidade Poema – A História que Toda Cidade Paulista Gostaria de Ter

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Poemeto da Série “Eram os Extraterrestres Itarareenses”

 

 

 



Escrito por zanzes às 12h39
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NO NATAL (Poema de Natal 2013)

 

No Natal... as pessoas ficam mais sensíveis – ou seria consciência pesada?

No Natal... as pessoas ficam mais alegres – ou seria alteração química de época?

No Natal... as pessoas ficam mais românticas – ou seria uma sensação de desavesso?

No Natal... as pessoas ficam mais humanas – ou finalmente estão se achando gente?

No Natal... as pessoas ficam mais saudosas – ou seria apenas um instinto de sobrevivência?

No Natal... as pessoas ficam mais religiosas – ou tudo é uma questão de medo sobrevivencial?

 

No Natal... as pessoas estão ficando mais pessoas – do que foram afinal o ano inteiro?

No Natal... as famílias finalmente se reúnem – depois dos desencontros o resto do tempo todo?

No Natal... as pessoas querem presente – mas se esqueceram do passado e nem ornam o futuro? 

No Natal... o Cristo sazonal que nasce na época – estava morto o restante do ano?

No Natal... os anjos colorem a árvore elétrica – e antes estavam escondidos em caixas com pó?

No Natal... as igrejas ficam lotadas – como antes estavam lotados supermercados e farmácias?

 

No Natal...  ouvem musica de amor e paz – antes ouviam sobre violência, sexismo, medo e consumo?

No Natal... brincam de amigo secreto – quando antes amigos eram distantes e desconsiderados?

No Natal... louvam a um Cristo em imagem – e esquecem o que fizeram com os fracos e oprimidos?

No Natal... doces, presentes, compras – e o amor ao próximo mesmo só em cartões e desenhos?

No Natal... finalmente pensam nos entes queridos – e se esquecem que Cristo devia nascer a cada dia?

No Natal... continuam revelando o que foram e o que realmente são – e só mudam um pouquinho nessa Data de Consumo...

 

-0-

 

Silas Correa Leite – Estância Boêmia de Santa Itararé das Artes, São Paulo, Brasil

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Escrito por zanzes às 10h59
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Eu sou assim. Tenho um milhão de defeitos. Sou volúvel. Sou viciada em gente. Adoro ficar sozinha. Mas eu vivo para sentir. Por isso, eu te peço. Me provoque. Me beije a boca. Me desafie . Me tire do sério. Me tire do tédio. Vire meu mundo do avesso! Mas, pelo amor de Deus, me faça sentir! Um beliscãozinho que for, me dê. Eu quero rir até a barriga doer. Chorar,Este é o meu alimento: palavras para uma alma com fome. Você agüentaria viver na montanha-russa que é meu coração? Desculpa, nada é pouco quando o mundo é meu.

Clarice Lispector


Escrito por zanzes às 12h55
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GOTO, Romance

 A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé

COMO FOI ESCRITO AO LONGO DE DEZ ANOS, O ROMANCE DE SILAS CORREA LEITE

 

Queria usar o Rio Itararé num romance, como li grandes romances que tinham rios e veredas como personagens naturais. Primeiro inventei um remador noturno, depois, fã de Quasímodo de Victor Hugo (O Corcunda de Notre Dame), achei por bem com a deficiência do personagem principal, Ari, fazê-lo “andar” nos remos, sua muleta como um remo, e depois surgiu o “voar” na imaginação. Construí o pai, caboclo ribeirinho, matuto, mãos de pardal, a mãe, simplória, submissa, falando por versinhos precários mal rimados, porque o ambiente rio e margem, eram o rio Itararé, o mais belo rio que corre por minha aldeia. Faltava o cais, o píer, o ancoradouro adjunto à um areal e coivara, e a ponte literal, o historial todinho. De onde o menino entrado na adolescência “saía” para viver, navegar nos causos, que acabaram num caos existencial de si mesmo. Os passageiros o entretiam, logravam, enchiam de loas e lorotas. Depois o romance começou a trazer causos cabeludos, do arco da velha. Pronto? Estava inaugurada, por assim dizer, uma tal terceira margem – mágica, fantástica, esplendente - do bendito rio Itararé e suas acontecências ribeirinhas desde os tempos em que a água bebia a onça. Os causos foram indo e vindo, fluindo naturalmente. Troquei alguns, mudei outros, tinha que ser o Ari, depois Goto – feminino de gota (ele se sentia uma gota de água à margem fluvial de um átomo da natureza) – a contá-los, trazê-los, encená-los, vivê-los na primeira pessoa ou não, sempre reproduzindo com pantomina e gestual inerente – feito um Dom Quixote moleque - no teatro cênico das águas, com margens, parágrafos, falas, mais a atlântica hileia verde majestosa beirando de cusarruim a bicho folhudo, marionetes, fantoches, fantasmas, espantalhos, sacis, Zé dos Piolhos e outros mitos náuticos.

Dez anos na labuta, escrevendo, reescrevendo, conferindo, mudando dizeres, dando chutes nas sombras, acrescentando parágrafos, citações, neologismos pertinentes e quadrinhas pastoris, erros e acertos, causos do arco da velha também, como quem conta causo de dia cria rabo de cotia, ou como quem conta um conto inventa um tonto, e vice-versa. Citações folclóricas, popularescas, e o historial entrando em dimensões como se uma encruzilhada do rio, uma zona neutra, zona morta, uma espécie de triângulo das bermudas em Itararezinha, por assim dizer, levando e trazendo causos, seres, almas penadas, mais as contações do presente, passado, futuro, evocadas por vivos, boêmios, pescadores, retrazidas na consciência por mortos, saudosos, perdidos no limbo, mais o dom do Goto Ari, o Arigoto, em fazer a pessoa contar tudo de si e ele literalmente também ser arrancandor de tudo, de sabenças e contencices, de mentiras e remorsos, e poder assim, no seu navegar-aleijado, também poder literalmente viajar na batatinha, lavar a égua, lavar a água... lágrimas e ilusões joviais com suas mãos de água e mente brilhante de um guri atiçado à beira do rio que então o navega no ir e vir, mais as mil e umas noites da canoa Faísca de Aladim no país das risadorias e maravilhas de acontecências...

Quando o romance/novela estava pronto, ainda faltavam aqui e ali pedaços, costuras, arames, estabulações, fechamentos, acertos, remendos, detalhes de um ou outro dos cinco personagens, personagem rio, personagem barco, personagens Ari, Mãe e Pai, os três reis magos, os três mosqueteiros, como ele mesmo brincava de dizer até conversar com almas do além e fantasmas da encruzilhada onde se tornou um transportador deste mundo para outro, do outro para a literatura, claro. Deu trabalho. Com certeza, li mais de mil vezes o livro, buscando erros, palavras fora do contexto, e, com certeza, aqui e ali ainda passaram erros de grafia, acentos, etc.  Mas o Goto, que acabou se restando sendo de 432 páginas, citando importantes cidadãos populares de Itararé às pencas, de famosos a popularescos, de pescadores a boêmios, de pintores a músicos, de noiteadeiros a invenções que povoam a própria fauna notívaga de Santa Itararé das Artes, Estância Boêmia pela própria natureza. O Ari na verdade tinha esse “de-quê” de noiteadeiro, então, uma serie desnatural de circunstancias coincidiram de fazer/criar a encruzilhada, o triângulo, a situação de fantástico do livro, tudo cruzando entre fatos, nomes, situações, águas e estrelas, animais silvestres e o cão Sabonete - também mordendo o próprio rabo - lavando a alma-rio do guri, o Goto. Esse é o romance. Os causos trazidos e por ele “dizidos” são de engraçados a tristes, são do tempo de trevas ditatoriais a seres-personagens no rami rami de Itararé, de mentirosos a sábios, de fábulas a lendas, de mitos a histórias pra boi dormir, entre historias que o povo conta... para não dizer de causos fantásticos que costuram a tessitura do que se pode dizer de, novelisticamente romancear. Acho que se firmou ao cabo de tudo um bom livro, gostei do projeto final, do nome, um achado, no historial todo, do inicio ao fim, mais Itararé de novo feito uma Shangri-lá, uma Neverland, uma Pasárgada, uma aldeia-chã com seu berçário-ninhal alumbrado de causos, iluminuras, estrelas, personagens que dizem de um palco iluminado deste meu chão de estrelas, e, também com GOTO quero eu colocar Itararé na consciência do mundo.

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O Autor Para CULTNEWS

E-mail: La-goeldi@bol.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por zanzes às 10h53
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GOTO O ROMANCE DE SILAS CORREA LEITE

 

No tecido banal de nossos pobres destinos

É que à nossa alma, coitada, falta ousadia

Charles Baudelaire

 

Quando alguém diz que o Cyberpoeta e Professor Silas Correa Leite escreve muito, é porque não sabe que ele escreve desde os 16 anos em jornais de sua aldeia natal, Itararé, sua 'Neverland'; tem mais de mil cadernos de rascunhos poéticos (de 200 pgs cada um) – reportagem no Metrópolis TV Cultura, SP, e na Minha Revista RJ -  está em mais de oitocentos sites com os mais variados assuntos (poemas, contos, ensaios, artigos, resenhas, etc), até na América espanhol, na Europa e na África, tem prêmios importantes de renome, até no exterior, como Instituto Piaget, Lisboa, para não dizer que consta em mais de cem antologias literárias em verso e prosa, inclusive internacionais. E não apenas escreve muito, mas escreve muito bem, surpreende, polemiza, inventa tanto que já disseram: “Ninguém que é humano pode escrever isso”. Pois ele escreve.

Lançou até então vinte livros. Quando algum brincalhão cobra “Quando é que um livro seu vai explodir?”, ele responde do mesmo jeito, brincalhão e irônico: “Quando eu fizer um livro-bomba”. Silas está além de seu tempo, vai além de seu tempo, por não ser midiático, por assim dizer, e estando em mais de oitocentos sites como Observatório de Imprensa, Cronópios, Correio do Brasil e outros, é que foi tachado pelo site Capitu de ‘O Rei da Internet’. Algumas cabeças pensantes do mundo, inclusive do Brasil, só foram reconhecidas depois que morreram. Pois Silas possivelmente pode vir a ser mais um desses. Na Internet ele já domina e virou referência, como disse o Portal Imprensa/TV Cultura. Está em todas as redes sociais, quase cinco mil seguidores no Facebook. Você o procura na web e vai vendo do YouTube ao Orkut, do Twitter a tantos links, com twitterpoemas, twittercontos, ironias do link Silas e suas ‘siladas’ a pensadilhos (pensamentos trocadilhos) e pensagens (pensamentos mensagens, para não dizer de pensaversos e pensaVentos entre tantos neologismos weblustrais de alto nível inclusive criativo, que ele inventa de inventar, dizendo que do jazz nasce a luz.

Sua maior obra até então, tinha sido O RINOCERONTE DE CLARICE, primeiro livro interativo da rede mundial de computadores,  onze contos fantásticos, cada conto com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, destaque na chamada grande mídia por ser pioneiro, de vanguarda e único no gênero, entrevista ou reportagem em programas de TV como Márcia Peltier/Band/Jornal da Noite e Provocações, TV Cultura, entre outros, acabando por ser uma referencia em ebook que virou tese de mestrado e de doutorado. Depois ele lançou outros ebooks e mesmo livros impressos, a se destacar Porta-Lapos, Poemas, Campo de Trigo Com Corvos, contos premiados, O Homem Que Virou Cerveja, crônicas hilárias de um poeta Boêmio (Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador, Bahia), e Desvirados Inutensílios, Poemas, Editora Multifoco, 2013, RJ, todos elogiados pela critica e com sites referendando-os e elogiando a surpreendente criatividade e o talento do autor.

Mal saiu deste lançamento que foi destaque na Feira de Literatura Itarareense, e lança agora o romance Goto; GOTO, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, Editora Clube dos Autores, SP, e é sobre esse livro que já nasceu clássico que queremos falar. Goto, o masculino de gota, que, além do nome criativo, como sempre, tem tudo para vir a ser a melhor obra do autor a partir de então. Parece que Silas, a partir da batalha de Itararé, uma ‘histórica batalha que não houve’, resolveu colocar Itararé na consciência do mundo, e o Goto parece colocar também o rio Itararé com uma sua terceira margem idílica, a partir deste Goto, um épico.

Numa ótima narrativa bem situada territorialmente e em tessitura de prosa poética, personagens bem construídos e que vão se revelando em aspectos psicológicos e formadores aos poucos, o autor, na parte inicial apresenta o palco iluminado do circo historial todo do território-rio e suas beiras e margens, pântanos e brumas. E o personagem principal, Ari, que se autonomina Goto, vai contando histórias que colhe dos passageiros do rio e suas travessias, causos que não são desse mundo; e de seus passageiros navegantes de outras margens, almas penadas de outras dimensões. Causo por causo, história por "estória", papos de bar, do passado, presente e futuro, como se ali fosse uma transversal do tempo, uma encruzilhada-rio, e assim, o menino deficiente físico faz do remo a sua muleta, ou de sua muleta de aleijado o remo, em que, com seu andar de segura peido, seu calcanhar de frigideira, vai saltando pocinhas-histórias, voando nos remos, nas asas do rio, na própria imaginação-rio. Silas arrasa. Um romance e tanto. À venda como ebook e impresso por demanda no site WWW.clunbedosautores.com.br, Silas, mais uma vez traz Itararé ao centro de tudo, tudo é lá, tudo é Itararé, como se lá, sua ‘Neverland’ (Terra do Nunca), acontecesse coisas do arco da velha. Contador e navegante, Goto entra no ramo da história e navega em águas fartas, singrando por aí o romance.

Passageiros que já estiveram aqui, e o menino-navegador que tem o dom também espiritual-fantástico de fazer as pessoas contarem tudo para ele, começa a trazer moedas de outras paragens, de outros tempos, de épocas de Debret e Saint Hilaire no Brasil e na região de Itararé, que você não sabe qual é o rio e qual o personagem principal, mas vai, evoca, se aprofunda nas correntezas, mas sabe o rio criativo que o autor pincela no romance, cantando sua terra, seu rio que é o mais belo rio que corre por sua aldeia, seu Tejo tropical, particular e infinitamente lírico e, no caso, enlivrado em grande proporção de grande livro.

O guri-ribeirinho, com suas mãos de pardal, suas mãos de água e sua alma-rio, adoece e vem visitas do tempo do imperador, de escravos a bandas de circos franceses antigos (almas de antigos naufrágios?), quando começa a colecionar moedas de gorjetas de uma outra época, como se achasse uma ponte de ouro no fim do arco-íris. E vai por aí o romance em sua narrativa que cativa, abduz, como se o atiçado leitor também tivesse nos finca pés da Canoa Faísca de Aladim, inventariando também as mil e umas noites do menino feito um Goto-Sherazade.

Fica a recomendação de leitura. Entre nesse barco-livro. E bem de sua natureza-criação.

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Lucia Camargo Mariano, Midia Independente

E-mail: La-goeldi@bol.com.br

 

 



Escrito por zanzes às 11h10
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GOTO, Romance

 A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé

COMO FOI ESCRITO AO LONGO DE DEZ ANOS, O ROMANCE DE SILAS CORREA LEITE

 

Queria usar o Rio Itararé num romance, como li grandes romance que tinham rios e veredas como personagens naturais. Primeiro inventei um remador noturno, depois, fã de Quasímodo de Victor Hugo (O Corcunda de Notre Dame), achei por bem com a deficiência do personagem principal, Ari, fazê-lo “andar” nos remos, sua muleta como um remo, e depois surgiu o “voar” na imaginação. Construí o pai, caboclo ribeirinho, matuto, mãos de pardal, a mãe, simplória, submissa, falando por versinhos precários mal rimados, porque o ambiente rio e margem, eram o rio Itararé, o mais belo rio que corre por minha aldeia. Faltava o cais, o píer, o ancoradouro adjunto à um areal e coivara, e a ponte literal, o historial todinho. De onde o menino entrado na adolescência “saía” para viver, navegar nos causos, que acabaram num caos existencial de si mesmo. Os passageiros o entretiam, logravam, enchiam de loas e lorotas. Depois o romance começou a trazer causos cabeludos, do arco da velha. Pronto? Estava inaugurada, por assim dizer, uma tal terceira margem – mágica, fantástica, esplendente - do bendito rio Itararé e suas acontecências ribeirinhas desde os tempos em que a água bebia a onça. Os causos foram indo e vindo, fluindo naturalmente. Troquei alguns, mudei outros, tinha que ser o Ari, depois Goto – feminino de gota (ele se sentia uma gota de água à margem fluvial de um átomo da natureza) – a contá-los, trazê-los, encená-los, vivê-los na primeira pessoa ou não, sempre reproduzindo com pantomina e gestual inerente – feito um Dom Quixote moleque - no teatro cênico das águas, com margens, parágrafos, falas, mas a atlântica hileia verde majestosa beirando de cusarruim a bicho folhudo, marionetes, fantoches, fantasmas, espantalhos, sacis, Zé dos Piolhos e outros mitos náuticos.

Dez anos na labuta, escrevendo, reescrevendo, conferindo, mudando dizeres, dando chutes nas sombras, acrescentando parágrafos, citações, neologismos pertinentes e quadrinhas pastoris, causos do arco da velha também, como quem conta causo de dia cria rabo de cotia, ou como quem conta um conto inventa um tonto, e vice-versa. Citações folclóricas, popularescas, e o historial entrando em dimensões como se uma encruzilhada do rio, uma zona neutra, zona morta, uma espécie de triângulo das bermudas em Itararezinha, por assim dizer, levando e trazendo causos, seres, almas penadas, mais as contações do presente, passado, futuro, evocadas por vivos, boêmios, pescadores, retrazidas na consciência por mortos, saudosos, perdidos no limbo, mais o dom do Goto Ari, o Arigoto, em fazer a pessoa contar tudo de si e ele literalmente arrancandor de tudo, de sabenças e contencices, de mentiras e remorsos, e poder assim, no seu navegar-aleijado, também poder literalmente viajar na batatinha, lavar a égua, lavar a água... lágrimas e ilusões joviais com suas mãos de água e mente brilhante de um guri atiçado à beira do rio que então o navega no ir e vir, mais as mil e umas noites da canoa Faísca de Aladim no país das risadorias e maravilhas de acontecências...

Quando o romance/novela estava pronto, ainda faltavam aqui e ali pedaços, costuras, arames, estabulações, fechamentos, acertos, remendos, detalhes de um ou outro dos cinco personagens, personagem rio, personagem barco, personagens Ari, Mãe e Pai, os três reis magos, os três mosqueteiros, como ele mesmo brincava de dizer até conversar com almas do além e fantasmas da encruzilhada onde se tornou um transportador deste mundo para outro, do outro para a literatura, claro. Deu trabalho. Com certeza, li mais de mil vezes o livro, buscando erros, palavras fora do contexto, e, com certeza, aqui e ali ainda passaram erros de grafia, acentos, etc.  Mas o Goto, que acabou se restando sendo de 432 páginas, citando importantes cidadãos populares de Itararé às pencas, de famosos a popularescos, de pescadores a boêmios, de pintores a músicos, de noiteadeiros a invenções que povoam a própria fauna notívaga de Santa Itararé das Artes, Estância Boêmia pela própria natureza. O Ari na verdade tinha esse “de-quê” de noiteadeiro, então, uma serie desnatural de circunstancias coincidiram de fazer/criar a encruzilhada, o triângulo, a situação de fantástico do livro, tudo cruzando entre fatos, nomes, situações, águas e estrelas, animais silvestres e o cão Sabonete - também mordendo o próprio rabo - lavando a alma-rio do guri, o Goto. Esse é o romance. Os causos trazidos e por ele “dizidos” são de engraçados a tristes, são do tempo de trevas ditatoriais a seres-personagens no rami rami de Itararé, de mentirosos a sábios, de fábulas a lendas, de mitos a histórias pra boi dormir, entre historias que o povo conta... para não dizer de causos fantásticos que costuram a tessitura do que se pode dizer de, novelisticamente romancear. Acho que se firmou ao cabo de tudo um bom livro, gostei do projeto final, do nome, um achado, ao historial todo, do inicio ao fim, mais Itararé de novo feito uma Shangri-lá, uma Neverland, uma Pasárgada, uma aldeia-chã com seu berçário-ninhal alumbrado de causos, iluminuras, estrelas, personagens que dizem de um palco iluminado deste meu chão de estrelas, e, também com GOTO quero eu colocar Itararé na consciência do mundo.

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O Autor Para CULTNEWS

E-mail: La-goeldi@bol.com.br

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Escrito por zanzes às 11h32
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TOP DEZ

Entre/Vistas

Micro Entrevista com o Cyber Poeta Silas Correa Leite, autor de GOTO – A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno na Terceira Margem do Rio Itararé, Editora Clube dos Autores, 2013-SP

CULT NEWS ENTREVISTA TOP DEZ

-01)-Goto é o melhor livro que vc lançou, até por ser um romance de 432 páginas?

RESPOSTA

-Bom, escrevo desde os 16 anos de idade, comecei em 1968, de lá para cá entre ebooks, livros por demanda, impressos, no total são vinte obras de gêneros variados. O que foi destaque na chamada grande mídia, inclusive televisiva, foi o livro virtual O Rinoceronte de Clarice, primeiro livro interativo da rede mundial de computadores, que foi tese de mestrado e de doutorado, mas, pelo volume narrativo, qualidade do livro, a crítica em três artigos considerou meu melhor livro até em então, o GOTO, o que me deixa feliz, contente, mas é apenas um livro e mais um degrau numa carreira literária que tento construir em quase 50 anos, promovendo Itararé, minha aldeia natal, colocando-a na consciência do mundo, a partir do que disse Tolstoi de cantar a sua aldeia... e ser eterno. Então considerado GOTO um fechamento de ciclo, por assim dizer;

-02)-Desde quando vc escreve, vc já se indagou o por quê?

RESPOSTA

-Eu acho que escrevo para não ficar louco, ou, ainda evocando Rimbaud, para dar testemunho de meus tempos e das amarguras de meus tempos tenebrosos. Meu médico disse que eu posso nem tomar remédio, nem voltar ao consultório, mas não é para deixar de escrever. Quero assustar o mundo escrevendo sobre o que nenhum ser humano poderia escrever. Essa é a ideia

-03)-O que é escrever para vc agora, com vinte livros lançados e sessenta anos?

RESPOSTA

Não foge muito do que eu já disse, escrever para deixar um retrato de meu tempo, minha época, minha cidade, minha região, meu país, meu mundo e a sociedade hipócrita, as riquezas injustas, os lucros impunes, as propriedades roubos, um capitalhordismo americanalhado de muito ouro e pouco pão. Os seres de meus romances têm essas janelas historiais de buscas, sonhos, seres perdidos, almas naus sonhando uma Pasárgada, uma Shangri-lá, uma Terra do Nunca, uma Itararezinha Celeste, talvez... Se há uma perspectiva de que viva pelo menos mais vinte anos, espero lançar outro tanto de livro e ainda surpreender o mundo pelas minhas erranças, loucuras e pensadilhos, pensagens, romances, poemas, pensaversos, documentários, ensaios novelas.

-04)-Você ainda escreve para jornais de sua cidade, onde começou com 16 anos em 1968? Comente

RESPOSTA

Continuo escrevendo, e lá se vão 45 anos de bom aprendizado, quando escrevi de tudo, fiz de editorial e entrevista e mesmo humor, horóscopo, croniquetas e hoje mantenho a coluna chamado O Boêmio até como uma forma sentimental, por assim dizer, de manter retesado o cordão umbilical que me prende à terra-mãe.

-05)-Vc escreve diferenciado, de alto nível. Por isso vc não é pop só é Cult?

RESPOSTA

Não tenho a pretensão de ser uma coisa ou outra, apenas escrevo, não sei se tenho culpa de ser Cult e não pop, mas, confesso, o que escrevo não é para ser, digamos assim, popular no sentido da pessoa querer literatura trivial ou que lê e passa adiante, então continuo no meu estilo, com meus estalos, errado ou certo, e o que se diz diferenciado já foi chamado de loucura, e o que se diz pop já foi chamado de surrealismo, realismo fantástico e outras categorias quando eu só quero colocar para fora meus mundos e esperanças humanas, talvez desesperadamente humanas.

-06)-Quais os projetos para o futuro?

RESPOSTA

-Lançar mais alguns livros de microcontos, como o Troios Perigritantes pela mesma editora que bancou o Goto, lançar outros de poemas, mais alguns romances, uma novela, um livro sobre educação, uma seleta de minhas crônicas que vazam na internet, um livro de artigos polêmicos como Todos Têm Direito a Matar Três Pessoas no Brasil, e assim os sonhos vão ganhando páginas, links, tudo a parir de trabalhos bancados em redes sociais ou a partir de temáticas abordadas em entrevistas, congressos, palestras, ou que abundam em links da web.

-07)-Porque o link Silas e suas 'siladas', de suas criações que correm a web em mais de 800 sites?

RESPOSTA

Porque dizem que sou muito pesado ao escrever, sou muito denso, muito sério, muito louco, coisa assim, então alguns me preferem escrevendo sobre minha infância em Itararé, meu maior tesouro, ou querem um pouco de meus twittercontos, twitter-poemas, orkutpoemetos ou mesmo humor, então criei as “siladas” do Silas, que na verdade são desvairados inutensílios em prosa poética ou em versos diferenciados, como haicais ou haiquases, quando não contos lâminas ou trocadilhos enversados...

-08)-Certamente que já provocaram, indagando quando é que você vai ter um livro que vai fazer sucesso, explodir, ser o primeiro na lista dos mais vendidos. Vc tem alguma pretensão a respeito?

RESPOSTA

Minha proposta de projetos de livros é escrever e lançar no mar de sargaços da vida. Estar na lista dos mais vendidos de VEJA nunca foi minha pretensão. Vários projetos, vários livros, e vou lançado no rico mundo da web onde já estou em mais de 800 links. A priori isso me basta, o que vier é lucro? Se sou Cult e não pop, não tenho culpa, então acabei tentando atuar em várias áreas mas não deixei de ter meu estilo, entre estalos e outras criações meio loucas...

-10)-Para encerrar, comente o GOTO, seu último livro, o romance, já considerado pela crítica o melhor livro que vc escreveu.

RESPOSTA

Era um projeto antigo este livro GOTO. Tinha perdido o arquivo de um trabalho demais de dez anos. Até  que achei corrompido, e tentei lançar antes que perdesse tudo. Foi bem aceito pela crítica, e acabaram dando o mote de que é o melhor livro que escrevi, pela densidade do romance, uma ribeirinha contação de contações. È um trabalho que tenta colocar Itararé na consciência do mundo, GOTO, é isso também, acima e sobre todas as coisas.

-0-

 http://cult-news-art.zip.net/

 



Escrito por zanzes às 10h20
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GOTO O ROMANCE DE SILAS CORREA LEITE

 

No tecido banal de nossos pobres destinos

É que à nossa alma, coitada, falta ousadia

Charles Baudelaire

 

Quando alguém diz que o Cyberpoeta e Professor Silas Correa Leite escreve muito, é porque não sabe que ele escreve desde os 16 anos em jornais de sua aldeia natal, Itararé, sua 'Neverland'; tem mais de mil cadernos de rascunhos poéticos (de 200 pgs cada um) – reportagem no Metrópolis TV Cultura, SP, e na Minha Revista RJ -  está em mais de oitocentos sites com os mais variados assuntos (poemas, contos, ensaios, artigos, resenhas, etc), até na América espanhol, na Europa e na África, tem prêmios importantes de renome, até no exterior, como Instituto Piaget, Lisboa, para não dizer que consta em mais de cem antologias literárias em verso e prosa, inclusive internacionais. E não apenas escreve muito, mas escreve muito bem, surpreende, polemiza, inventa tanto que já disseram: “Ninguém que é humano pode escrever isso”. Pois ele escreve.

Lançou até então vinte livros. Quando algum brincalhão cobra “Quando é que um livro seu vai explodir?”, ele responde do mesmo jeito, brincalhão e irônico: “Quando eu fizer um livro-bomba”. Silas está além de seu tempo, vai além de seu tempo, por não ser midiático, por assim dizer, e estando em mais de oitocentos sites como Observatório de Imprensa, Cronópios, Correio do Brasil e outros, é que foi tachado pelo site Capitu de ‘O Rei da Internet’. Algumas cabeças pensantes do mundo, inclusive do Brasil, só foram reconhecidas depois que morreram. Pois Silas possivelmente pode vir a ser mais um desses. Na Internet ele já domina e virou referência, como disse o Portal Imprensa/TV Cultura. Está em todas as redes sociais, quase cinco mil seguidores no Facebook. Você o procura na web e vai vendo do YouTube ao Orkut, do Twitter a tantos links, com twitterpoemas, twittercontos, ironias do link Silas e suas ‘siladas’ a pensadilhos (pensamentos trocadilhos) e pensagens (pensamentos mensagens, para não dizer de pensaversos e pensaVentos entre tantos neologismos weblustrais de alto nível inclusive criativo, que ele inventa de inventar, dizendo que do jazz nasce a luz.

Sua maior obra até então, tinha sido O RINOCERONTE DE CLARICE, primeiro livro interativo da rede mundial de computadores,  onze contos fantásticos, cada conto com três finais, um final feliz, um final de tragédia e um terceiro final politicamente incorreto, destaque na chamada grande mídia por ser pioneiro, de vanguarda e único no gênero, entrevista ou reportagem em programas de TV como Márcia Peltier/Band/Jornal da Noite e Provocações, TV Cultura, entre outros, acabando por ser uma referencia em ebook que virou tese de mestrado e de doutorado. Depois ele lançou outros ebooks e mesmo livros impressos, a se destacar Porta-Lapos, Poemas, Campo de Trigo Com Corvos, contos premiados, O Homem Que Virou Cerveja, crônicas hilárias de um poeta Boêmio (Prêmio Valdeck Almeida de Jesus, Salvador, Bahia), e Desvirados Inutensílios, Poemas, Editora Multifoco, 2013, RJ, todos elogiados pela critica e com sites referendando-os e elogiando a surpreendente criatividade e o talento do autor.

Mal saiu deste lançamento que foi destaque na Feira de Literatura Itarareense, e lança agora o romance Goto; GOTO, A Lenda do Reino do Barqueiro Noturno do Rio Itararé, Editora Clube dos Autores, SP, e é sobre esse livro que já nasceu clássico que queremos falar. Goto, o masculino de gota, que, além do nome criativo, como sempre, tem tudo para vir a ser a melhor obra do autor a partir de então. Parece que Silas, a partir da batalha de Itararé, uma ‘histórica batalha que não houve’, resolveu colocar Itararé na consciência do mundo, e o Goto parece colocar também o rio Itararé com uma sua terceira margem idílica, a partir deste Goto, um épico.

Numa ótima narrativa bem situada territorialmente e em tessitura de prosa poética, personagens bem construídos e que vão se revelando em aspectos psicológicos e formadores aos poucos, o autor, na parte inicial apresenta o palco iluminado do circo historial todo do território-rio e suas beiras e margens, pântanos e brumas. E o personagem principal, Ari, que se autonomina Goto, vai contando histórias que colhe dos passageiros do rio e suas travessias, causos que não são desse mundo; e de seus passageiros navegantes de outras margens, almas penadas de outras dimensões. Causo por causo, história por "estória", papos de bar, do passado, presente e futuro, como se ali fosse uma transversal do tempo, uma encruzilhada-rio, e assim, o menino deficiente físico faz do remo a sua muleta, ou de sua muleta de aleijado o remo, em que, com seu andar de segura peido, seu calcanhar de frigideira, vai saltando pocinhas-histórias, voando nos remos, nas asas do rio, na própria imaginação-rio. Silas arrasa. Um romance e tanto. À venda como ebook e impresso por demanda no site WWW.clunbedosautores.com.br, Silas, mais uma vez traz Itararé ao centro de tudo, tudo é lá, tudo é Itararé, como se lá, sua ‘Neverland’ (Terra do Nunca), acontecesse coisas do arco da velha. Contador e navegante, Goto entra no ramo da história e navega em águas fartas, singrando por aí o romance.

Passageiros que já estiveram aqui, e o menino-navegador que tem o dom também espiritual-fantástico de fazer as pessoas contarem tudo para ele, começa a trazer moedas de outras paragens, de outros tempos, de épocas de Debret e Saint Hilaire no Brasil e na região de Itararé, que você não sabe qual é o rio e qual o personagem principal, mas vai, evoca, se aprofunda nas correntezas, mas sabe o rio criativo que o autor pincela no romance, cantando sua terra, seu rio que é o mais belo rio que corre por sua aldeia, seu Tejo tropical, particular e infinitamente lírico e, no caso, enlivrado em grande proporção de grande livro.

O guri-ribeirinho, com suas mãos de pardal, suas mãos de água e sua alma-rio, adoece e vem visitas do tempo do imperador, de escravos a bandas de circos franceses antigos (almas de antigos naufrágios?), quando começa a colecionar moedas de gorjetas de uma outra época, como se achasse uma ponte de ouro no fim do arco-íris. E vai por aí o romance em sua narrativa que cativa, abduz, como se o atiçado leitor também tivesse nos finca pés da Canoa Faísca de Aladim, inventariando também as mil e umas noites do menino feito um Goto-Sherazade.

Fica a recomendação de leitura. Entre nesse barco-livro. E bem de sua natureza-criação.

 

 

 



Escrito por zanzes às 12h24
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Senhores e Senhores de 2013

USEM O CÉREBRO!

Eu penso e crio e sinto porque tenho alguma coisa na cabeça: O Cérebro!

       Nascemos ‘gentehumana’, mas o cérebro já estava LÁ quando estávamos sendo completados na feitura interior em cabeça, tronco e membros....

...e o CÉREBRO será a última coisa em nós a se apagar... será a nossa ultima luzinha de resistência na luz e de última residência na existencialização...

Já pensou? – Ah, pensar pode, faz bem pra nossa própria posse de sermos o que somos e soamos; refrigera o cérebro, o espírito. O gozo da vivência alimenta bem a agudeza do coração....

O que o seu cérebro pensava de vc, quando vc estava nuzinho todo pimpão, lá, no troninho nucleico da barriga (com o cordão umbilical) de melancia de sua santa mãezinha, vendo do intracorpo essa vidinha exteriorizada, esse mundo  externo tão conturbado pelo mau uso ou o próprio desuso do bendito CÉREBRO? Periga ver.

...Ah, cara pálida, lusonauta, aprendiz de feiticeiro, o cérebro era sua mãe, quero dizer, o seu cérebrozinho-filhote inocente puro e besta era coordenado pela sua matriarca matrix, berço de estrelas, ninhal e berçário de todos os cérebros.... Santa Mãe de Deus!

-O cérebro de sua gestora, sua chave-mestra, sua placa-mãe com acessórios e aplicativos desde o cordão umbilical provedor, até o cérebro-chip diferenciado e único, sua janela, sua nave-aquário de arquivo central a ser inicializado, assim na terra como no céu, self-service e delivery....

                               Estudamos para refrigerar a mente. Mente sã, corpo são. Mente sã, cérebro encouraçado...

Leio para ser semente

Escrevo para treinar para ser transcendente

Jogo é jogo, treino é treino, aprender é muito além de para sempre, APRENDER é cósmico...

-Cérebro é para preparar o sujeito para ser alguma coisas que não seja coisa, seja SER. Vai encarar?

Cérebro é para semear o futural devir, o livro, a fruta, o pão, o filho, a viagem, a posse, a árvore da vida. Mente é mente.

...MENTE é substantivo feminino e como verbo no presente do subjetivo é MENTIR; minto, logo, desisto; o cérebro desviando fluxo sanguíneo, vertente e experimentalizando a desconexão, é cérebro de quem é subcretino, sem ética plural-comunitária, sem exercício de cidadania ou da própria arte como libertação. Quem não estuda, não usa o cérebro, pode atrofiar. Quem não estuda não muda, quem sabe LER e não lê, desencaminha as veias cerebrais... perdeu - perdeu - perdeu.... perdeu para si mesmo....

Cérebro: Mame-o. Use-o e deixe o fluir, flanar...

O Cérebro tudo pode.

Mas não é uma caixinha de drops, de tic e tac e tal, ou de toddy ou de nescau... Tem que ser integrado, inteirado, informado...

O cérebro funciona com o tic e o tac do tico e o teco...

Mas não funciona de araque...

Use o cérebro. Use-o bem. Seja-o. Sirva-o. Nutra-o

Ler... escrever...sentir...pensar...criar

VENCER – Assim no cérebro como numa carreira de sucesso...

Coxinhas não têm cérebro.

Sonhos são cerebrais.

Quer mais? Seja mais. Alimente seu cérebro de atos e nutrientes literoculturais, de beber e comer boas aulas... Seja a aula um recreio e a professora um anjo te estendendo a mão, levando você para o futuro.

O cérebro unido jamais será vencido.

O desuso do cérebro faz mal à mercadoria do corpo. Esse lado para cima. Cuidado frágil.

A droga da droga faz mal pro cérebro. Como o fígado faz mal pro álcool?

Para encerrar, mano, dance, cante, viaje, escreva, leia, toque trompa, não seja um asnonauta no teclado, na carteira, na lousa, em sala de aula, na profissão. Ou vc vai querer catar latinha no farol e ver um Mané zoando a dizer “Aquele é um “nóia” sem cérebro...?”

A esperança é a inteligência da vida. O cérebro é o chip-motor central da máquina que move essa inteligência como um arquivo de clarificação e sucesso...

       O sonho não acabou, Existe o cérebro.

...seja o seu sonho, o seu cérebro. Use o cérebro, use a mão, a mente, o espírito altivo e a alma zenboêmica....

Cerebrando venceremos.

Nunca deixe o cérebro sem uso. Sabendo usar não vai falhar, vai voar...

Loucos, músicos, atrizes, cientistas, médicos, bailarinas, poetas, professores, cantores de rock, pintores, fabricantes de bonecas, todos têm o cérebro como estudo. O cérebro lá em cima. Vai encarar?

Não deixe o cérebro pipocar e pifar.

Acho até, que, no futuro, os cérebros poderão ser desligados para alinhamento, para que possam ser recarregados, receberem cargas temporais para manter o couro nutrido, funcionando, a alma nau em esplendência e luz de sobrevivência e criação produzindo mais, melhor, desde livros, árias, a lições de luta, cursos, diplomas, descobertas científicas, milagres...

Os alunos ótimos serão sempre refis de cérebros brilhantes querendo mais lições, mais aulas, mais futuro, mais conhecimentos, leitura e cultura...

Seja brilhante, use e abuse de seu cérebro.

Quando eu não estiver mais aqui, seu cérebro estará gerando cérebros-juniores. A barriga de sua musa terá o DNA de seu cérebro Lá....

Lá, é um lugar que existe na sua imaginação... o cérebro do tal... o cérebro da criação...

-Seja o cérebro a sua fé e a sua religião.

-Seu cérebro é regido pelo seu pensar, sentir, mover-se com lucidez, apurando-o, afinando-o, honrando-o... em nome do pai, da mãe... do cérebro... A máquina produtiva de sua vida é acionada pelo cérebro. Viva a vida. Viva o cérebro!

Na hora do amor, do orgasmo, do prazer, no cruzamento de uma ejaculação com um óvulo ninhal, já há um cerebrozinho se regogizando ali por ter chegado primeiro...

Eureca – Êba – Aleluia - Bingo

Bom cérebro.

Desligo.

CLIC.

-0-

Silas Correa Leite – Cyber Poeta, Professor, Aprendiz de Humano

Blog premiado do UOL: WWW.portas-lapsos.zip,.net

E-mail: poesilas@terra.com.br

PERMITIDA A UTILIZAÇAO E REPRODUÇÃO DESDE QUE SEJA CITADO O CÉREBRO QUE CRIOU E NÃO DEIXEM DE USAR O CÉREBRO PARA CRIAR SUAS PROPRIAS REPAGINAÇÕES DE CELEBRAÇÕES DO CEREBRO EM ALTO ESTILO E ALTO ASTRAL.

 

 

 



Escrito por zanzes às 10h33
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