Poema Escrito em JEI – EMEF José de Alcântara Machado Filho, Real Parque Morumbi INFÃNCIAS Que infância não tive? Que infância não me deram? Que infância me tiraram? Hoje, adultizado, poeta mal crescido Dizem que às vezes pareço meio criança perdido Querendo escrever o que não vivi A criança de hoje na creche No condomínio fechado; o dia inteiro na escola E cursos de teclado, inglês, informática, lan-house, balé Que infância na verdade não é? Das crianças das ruas do interior Tiraram a terra, as árvores, as ruas, os amigos, os jogos lúdicos E deram tevês, parabólicas, videogames, clubes de campo, gps A infância propriamente dita já despertencida Que infância é essa assim tão desaprendida? A criança precocemente na escola A criança entre quatro paredes o tempo todo A criança com estoques de presenças esgotados A criança que mal vive e que mal que sabe porque chora Com a natureza toda acontecendo num mundo aberto e real lá fora Balão, forfé, horizontes, brincadeiras, nuvens e carruagens de abóboras A infância pobre que eu menino não tive por cedo ter que trabalhar A infância que poderia ser rica se eu aprendesse o sonho de brincar De criar, subir e descer ladeiras, aventuras, criancices, contentezas Agora nenhuma criança esperta nem brincando na chuva tem mais Adultizado eu mesmo virei meio criança-poeta a sobreviver Virei criança crescida querendo de novo a infância no escrever Mas, e as crianças urbanas de hoje Que nunca crianças verdadeiramente saberão ser? Hoje, mal adultizadas, as crianças Querem ser o que não sabem ser Querem ser o que não podem ser Querem ser o que não tiveram como aprender... A escola não ensina a criança a ser criança no crescer Portanto, a escola não ensinará a criança a ser Aluno, adolescente, jovem, ser humano, cidadão consciente Nem terão o aprendizado de contentezas e prazeiranças de humana gente Assim, nunca existirão a vida intensamente! -0- Poeta Prof. Silas Correa Leite E-mail: poesilas@terra.com.br Blogue premiado do UOL: www.portas-lapsos.zip.net Teórico da Educação, Especialista em Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direitos Humanos (SP), e Escritor, poeta, crítico literário e ficcionista Prêmio Lygia Fagundes Telles Para professor Escritor Ex-Coordenador de Pesquisas da FAPESP-USP em Culturas Juvenis Autor de Porta-Lapsos, Poemas, e Campo de Trigo Com Corvos, Contos, a venda no site www.livrariaucltura.com.br Poeminho da Série “Lecionar é a Nossa Melhor Rebeldia”
Escrito por zanzes às 15h26
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Microconto
Há Pessoas Que São Aleijadas Por Dentro
Morreu mas jamais encontrou, sua bicicleta de pelúcia -0- Silas Correa Leite
Escrito por zanzes às 11h49
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eis um computador no lixo. E todavia o crânio de lata teve memória dentro – gigabytes dela! – fez as quatro operações aceitou versos no seu imaculado vazio virtual.
agora já não soma nem subtrai nem geme poemas, nem sublinha erros de ortografia. os pingos de solda, precários neurónios de metal perderam a memória.
já que te antecipaste companheiro diz-me como é não funcionar.
e se a ferrugem dói.
a. m. pires cabral (macedo de cavaleiros - portugal)
Escrito por zanzes às 11h30
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(Caraminholas sobre o Ovo e a Galinha, de Clarice Lispector)
E a empregada serviu o almoço. No meio da mesa, a travessa branquíssima cercada de folhas e legumes; no centro, bem no centro, um único ovo. Com casca e tudo. Um ovo para toda a família?, eu ia reclamar, mas o ovo me fez refletir. Afinal de contas, o que é um ovo? Sim, um só ovo, e lembrei-me de O Ovo e a Galinha, da Felicidade Clandestina, de Clarice. Não que eu tenha a ver alguma coisa com Clarice, longe de mim a pretensão (ou mesmo a vontade). Bom, mas o ovo. Se para a própria autora era este o conto mais hermético, mais incompreensível de toda a sua produção, não vou perder tempo em tentar entendê-lo, mesmo porque não era esta sua intenção. “Ou toca ou não toca”, disse ela uma vez. Única brasileira no Primeiro Congresso Internacional de Bruxaria ocorrido em Bogotá, 1975, pediu que fosse lido O ovo e a galinha e que a leitura não fosse ouvida apenas com o raciocínio. “Se meia dúzia de pessoas realmente sentirem esse texto, já ficarei satisfeita”, foi o que afirmou na ocasião e que vale até hoje. Então, vamos ao ovo. O que eu vejo, ao contrário do conto de Clarice, não está na cozinha mas sim na sala de jantar, bem no centro da travessa branca. Solitário e monumental no seu mistério. Qual mistério? Ora, talvez para Clarice ou para a galinha que, de repente, viu seu futuro rebento sumir da chocadeira. Para mim, um ovo é um ovo é um ovo; tudo se resume a uma questão de olhar. Mais do que o ovo, vejo o texto, o de Clarice e de tantos outros, olhares lançados sobre palavras que se mantém há milênios e assim será independentemente do suporte: papiro, papel, tela, kindle, que importa... O que ela quis dizer no seu conto-ensaio senão que a literatura se mantém viva enquanto sobre ela houver reflexão? Nesse contexto, acho o ovo óbvio: é literatura. Isso, para mim que escrevo. Se fosse filósofa, diria que o ovo é o existir e se fosse psicóloga, diria que o ovo é o sentir. Mas sou escritora, então tudo converge para o meu mundo de idéias, solitárias no meio de uma travessa branca enquanto não forem decodificadas e passadas para o papel. Se o ovo é uma exteriorização do ser, como quer Clarice, então cada um tem sua própria casca. Cada casca, cada ovo é um e um só. Quem tem fome de ovo-texto que se debruce sobre tudo o que já foi escrito para depois, finalmente e muito depois, poder desnudar-se, como quer Clarice, ou reconhecer-se, como digo eu, na sua própria casca. A casca é a casa do escritor, sua, só sua, impossível de usurpar. Na arte não cabem joões-de-barro. Mas cabem olhares, ainda que sobre um simples ovo que assim se torna eterno. Fossem os trágicos gregos, o ovo estaria no centro de um conflito familiar terrível, onde os homens nada poderiam fazer senão obedecer aquilo que os deuses lhes reservaram, o destino tristemente lamentado pelo coro. E nós, o público, num processo catártico, sairíamos do teatro aliviados já que o problema não era nosso, mas sim do ovo e da galinha grega. Diferente se fosse o olhar de Brecht, que nos manteria num distanciamento proposital e assim carregaríamos o problema-ovo para casa, a trama sem solução ocupando nossos pensamentos por dias e dias. Pulando para a Dinamarca, quem sabe um príncipe angustiado faria um solilóquio em torno do ovo solitário: comê-lo ou não comê-lo? Elementar, meu caro Watson, interviria Sherlock Holmes e resolveria o problema nas linhas de Conan Doyle que, ao invés de ser famoso por causa do detetive, queria mesmo era ser reconhecido pelos seus chatíssimos ensaios sobre História. A propósito, cada um sabe o ovo que carrega, não escolhe a casca. Poirot certamente reuniria os suspeitos numa sala e após interrogá-los, contaria para a Dama do Crime qual o culpado pelo ovo, seu desaparecimento ou seu plágio. Num pub de Dublin, Leopold Bloom pararia à noitinha, antes de voltar para casa, e talvez tomasse um eggnog... Mas eis que numa montanha mágica, cheia de neve e solidão, vemos o ovo como centro das atenções numa festa de internos num sanatório idealizado e alienado da vida da planície, mal sabedores que seu mundo, cercado de proteção, estava prestes a desabar. Pensemos na galinha deitada no divã freudiano, sofrendo a síndrome do ninho vazio, enquanto o ovo certamente sente falta daquele interior que o abrigou, numa indisfarçável pulsão edipiana. Êpa, alguém poderia dizer: em se tratando de galinha não é pulsão mas sim instinto. Então pergunto: desde quando galinha tem instinto? Taí um outro problema para pensar. Mas voltando sempre ao ovo, fico me perguntando se ele não seria filho daquela galinha de domingo, conto exemplar da mesma Clarice, que, sozinha no mundo, sem pai nem mãe, pairava ofegante num beiral de telhado, aquela mesma que ia virar almoço e acabou se tornando um dos cem melhores contos brasileiros. Por ela interveio a menina: - Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! ela quer nosso bem. Assim como a menina, uma vez prometi (e não cumpri) nunca mais comer galinha. Mas e Mrs. Dalloway? Ou a Bovary? O que diriam elas sobre o ovo no centro do mundo? Na Rússia czarista, tomar de assalto um ovo seria um crime seguido do necessário castigo? E se Gregor Samsa tivesse acordado de um sono agitado e visse que se transformou num imenso... Chega!Quanta bobagem, meu Deus. A ficção não tem fim, ainda que seja em torno de um mero ovo. Bem disse Santa Tereza D’Avila que a imaginação é a louca da casa. A muito custo, ponho as infinitas ligações literárias de lado (que não são perigosas como as de Chordelos de Laclos) e volto à realidade que me cerca. Para evitar a tentação de mais digressões, alcanço o ovo na travessa, levo-o para a cozinha e com um ligeiro estalo da casca, abro-o em cima da frigideira onde se dá a maravilhosa transformação: de mero líquido pegajoso e mal-cheiroso surge, no dourado da manteiga, um dueto de clara e gema, cheiroso, borbulhante, fonte de inefável, indizível, inimitável prazer. Basta senti-lo, sem tentar entender. Era isso, Clarice?:

Jeanette Roszas é escritora e advogada. Publicou Feito em Silêncio, Editora Vertente, e Autobiografia de um crápula. E-mail: jeanbe@uol.com.br Texto tirado do site www.cronopios.com.br
Escrito por zanzes às 12h42
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Pensão da Dona Nena na Rua Prates Fui morar numa pensão da Rua Torres Tibagi No bairro do Tucuruvi, começo dos anos setenta em São Paulo Em que a dona do lugarejo era uma biscate buliçosa e démodé Que se achava mal oxigenada a rainha da cocada preta Ali passei fome enquanto a vaca velha jogava maionese no lixo de um natal qualquer com fome Enquanto tocado no meu intimo e vários dias sem comer eu lia Mahatma Gandhi. Quando dei uma melhoradinha na vida em São Paulo (Sem dinheiro na metrópole entrevada pelo militarismo câncer) Ajudado pelo amiguermão Getulio Ferreira da Silva Fui morar na pensão familiar da Dona Nena na Rua Prates E ali foi o melhor recanto que tive fora do lar e longe de casa Éramos uma família, todos aqueles caipiras apensionados felizes E eu caía de paixão pela morena Cidinha filha da prestimosa Dona Nena. Morei em outros lugares, canfudós, cheguei a dormir na rua Morei em becos, cortiços, de favor, em outros cantos e repúblicas Mas jamais esquecerei a Pensão de Dona Nena na Rua Prates em frente a uma empresa de Café Ali dei meus primeiros passos para ser um vencedor na vida Voltei a estudar, trabalhei em imobiliária e empresa de cobranças Até me formar e ser o que sou agora, um vencedor com mãos de tesouras. Rosangela é meu Lar. Rosangela é o mais perto do céu que eu posso chegar. Tenho meu cantinho, meu refúgio, e ao pensar na Pensão da Dona Nena na Rua Prates do Bom Retiro É como seu eu saltasse piruetas dentro do meu coração alumbrado E fizesse estripulias de doces memórias como se afinal descobrisse enternurado De que há maravilhosos seres humanos na terra!. -0- Silas Correa Leite E-mail: poesilas@terra.com.br
Escrito por zanzes às 12h14
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AIR-BUS (FRANCE) VOO 447 I Entre a água dos oceanos E o sol límpido do quase além céu O silêncio no todo entre derredor A primeira nota do silêncio: Não ter lugar de seu em self Para ser chorado – e velado A tristeza Um exército de almas na Tessitura do céu-mar- Lágrimas O aeroporto que nunca chega A morte que talvez não exista O horror, o estertor O esplendor do vazio A paz-aquilo(silêncio) D.us? II Não haverá funeral, missa Corpodespresente Nem floração de lágrimas Apenas o univer-sal?: Oceano-universo-historial A alma-valise O espírito pleno flui o Mar-da-tranquilidade Viço-vida: o vôo, o outro A morte é só na terra (o silencial – tudo entre O céu) infinito Os oceanos – lágrimas (de anjos) Todos os sobre- Viventes III No espírito e na liberdade Nem culpas Velocidades Sistemas panes: A fuselagem vítrea do Self (Céu) A velocidade Da purificação Todos os chamados Escolhidos Não haverá mais dor Assim na terra como no céu Silêncio-quásar Muito além da caixa-preta Muito além do desjardim -0- Silas Correa Leite E-mail: poesilas@terra.com.br
Escrito por zanzes às 11h55
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EU MUDEI – Eu Tinha Medo da Morte Desde que me dei por gente, lá na minha terra-mãe, Itararé, Cidade Poema, sul do Estado de São Paulo, divisa com o Paraná, sempre tive um horrível medo da morte. De família protestante, aquela do “Deus castiga”, e eu, que tinha sido criado com a máxima de que tudo na terra – a perfeição da orquestra da natureza - era obra universal do Criador, ao ter uma morte em família, fiquei naquela de “se for pra destruir, pra que é que fez?” Traumas. Neuras. A infância amargurada. O medo da morte piorou. Nem havia mesmo muito sentido em viver, família pobre, origem humilde, periferia carente, aquilo era terrível. A partir daí, com minha sensibilidade, comecei a precocemente escrever poemas no curso primário do Grupo Escolar Tomé Teixeira. Hoje colaboro com mais de 500 sites. Mas a vida vai nos limando, tirando lascas, a dor vai nos melhorando, as perdas vão mexendo com estruturas íntimas; visões revistadas, até que um dia eu saí-me de mim. Estava no “alto” (o espírito), e via-me deitado na cama, respirando normalmente. Então compreendi que a finita vida corpórea era uma, e que, sim, havia uma outra vida, talvez um novo céu e uma nova terra, dos Evangelhos. Vim ganhando e perdendo pela vida. Estudei, venci, lancei livros, ganhei prêmios como escritor, venho realizando todos os meus sonhos, claro, acreditando sempre em Deus, até porque, se com ele somos tão poucos, imaginem sem Ele. A terra no espaço é um micro grão de mostarda. Imagine um ser humano, uma pessoa, um passageiro lusonauta. O eterno aprendizado da vida. Com tantas lutas, com tantos estudos (e quanto mais estudo mais descubro que tão pouco sei), passei a entender que morrer era mesmo um descanso, um fim de ciclo. Afinal, ser eterno nessa dimensão atrasada deve ser um castigo. Ora, uma semente cresce, vira árvore, dá flores e frutos, fica velha e morre, por que o nosso corpo nesse mundo – que às vezes é um inferno – teria que se perpetuar?. São Paulo dizia: Morte, onde está a tua vitória? Há um Deus. Hoje, mudei, não tenho medo da morte, escapei dela por varias vezes, às vezes chego a pensar que é ela quem tem medo de mim. Quando olho para trás, vejo as conquistas que tive como um determinado com resiliência, então me lembro que da vida só levamos mesmo, o amor que deixamos. Um livro, uma árvore, um filho, um rol de amigos, uma história, um rol de mudanças. Mudar é evoluir. Então concluí, poeticamente: “Somos Todos Sementes. Quantos de Nós Serão Flores e Frutos, e Recriarão, Para Sempre, a Eterna PRIMAVERA”. -0- -Poeta Silas Correa Leite, Escritor Premiado em Verso e Prosa, São Paulo-SP Site: www.itarare.com.br/silas.htm Blogue: www.portas-lapsos.zip,net (Um dos dez melhores do UOL em 2008) Teórico da Educação, Jornalista Comunitário, Conselheiro em Direitos Humanos (SP), autor do livro Campo de Trigo Com Corvos, Contos, Editora Design, Finalista do Prêmio Telecom Portugal, a venda no site: www.livrariacultura.com.br
Escrito por zanzes às 10h29
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Dia da Consciência Pesada é todo Dia E Dia da Consciência Negra?
Escrito por zanzes às 12h14
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O que todo mundo precisa saber: FHC Tem Inveja do Lula Porque... 01)-FHC o “Pai da Fome” – o “sucesso” do amoral e inumano Plano Real (irreal) “gerou” mais de 20 milhões de desempregados diretos e indiretos – tem inveja do LULA LIGHT porque o Lula teve as mãos limpas para ser eleito, usando apenas a sua magna história de vida, o seu Plano de Vida. Depois do escroto do FHC ser re-eleito (por conta do mensalão tucano-neoliberal do DEMO e do apagão moral do PSDB et caterva) FHC que trocara nossa moeda pau a pau pelo dólar, passou a não valer mais nada. Se você não sacou isso antes, ou não reclamou nada, feito uma anta ficou por isso mesmo, então vc não é politizado o suficiente por querer criticar agora... já pensou? 02)-FHC tem inveja do Lula porque sendo uma espécie de ególatra PHDeus acadêmico, poliglota, seu partido via-Pinóquio de Chuchu, Serra et caterva – não sabe administrar nem a Febem (O Estado de SP refém do PCC) quando Lula vem dando um show, é o Cara... Já pensou? 03)-FHC tem inveja do Lula porque o Lula extirpou o câncer do DEMO, ex-PFL, ex-PDS, Ex-ARENA e ele teve que fazer acordo com máfias e quadrilhas com ACM, Renan, Juiz Lalau, Collor, Maluf e tb teve como aliado Sarney e toda a corja que ainda mama nos podres poderes e mandam no estado mais corrupto do Brasil, Samparaguai... Já pensou? 04)-O FHC tem inveja do LULA Light porque o Lula tido como sem estudos, vem dando um show. Pegou o Brazyl S/A em décimo da Era Tucana e vai entregar o Brasil entre as Cinco maiores Potências do Mundo. Já pensou? 05)-FHC tem inveja do Lula porque o Lula sem apoio da corja da Veja (Os Civitas foram expulsos da Argentina ou seriam presos), da FOLHA (que vendeu assinatura ad-perpétua e depois refugou), do Estadão (que financiou a Canalha de 64), da rede Globo (que mandou tocar fogo na concorrente e cresceu durante a corrupção que financiou a “Redentora”), e o Lula com tudo contra, com a mídia amoral falando mentiras e ainda assim tem 80% de aprovação. Já pensou de que lado vc está? 06)-FHC tem medo do Lula porque enquanto ele fazia campanha para presidente, e tinha uma jornalista Miriam embuchada (que a imprensa não divulgou) o Lula é fiel à Dona Marisa e casado de papel passado com a nova república de inclusão social, o maior presidente que o Brasil já teve. 07)-FHC tem inveja do Lula porque o Lula vai lá fora vender o Brasil (trazer grana) – segundo a FIESP o Lula é o maior garoto-propaganda que o Brasil já teve – e o FHC só ia pensando nele mesmo, pegar títulos de honoris qualquer-coisa e medalhinhas. O Lula vai para ser aplaudido como o melhor político do mundo, premiado pela ONU, elogiado pelo OBAMA. Só não vê quem é despolitizado ou não conhece a historicidade do Brasil e do Lula brasileiríssimo... O melhor cidadão do Brasil de todos os tempos... 08)-FHC tem inveja do LULA porque o estado de SP está falido (as empresas estão indo embora daqui), só cresce 2% por cento, enquanto o Brasil em geral fora do eixo-sp cresce mais de cinco por cento. Vc sabia disso ou vc acredita na mídia Plim Plim? 09)-FHC tem inveja do LULA porque o Lula fez o maior projeto de inclusão social do mundo (foi até candidato ao Premio Nobel da Paz por isso), enquanto ele promoveu as privatizações-roubos, com a “máfia russa” das privatizações paulista-paulistana promovida pelo capo Pinóquio de Chuchu – via FIESP/OAB - incompetente e corrupto, mas blindado pela mídia que ganhou alta grana via agiotas do capital estrangeiro nas privatizações. A grana? Ninguém sabe e ninguém viu.... 10)-FHC tem inveja do Lula porque o Lula é muito melhor do que ele para o Brasil. O Lula mudou as práticas, a moeda, as políticas públicas de inclusão, enquanto FHC promoveu a quadrilhização das praças de pedágio de SP em mãos de testas de ferro de amigos do alheio e com guarida financeira para políticos do próprio partido. Ou seja, privatizaram para eles mesmos. Já pensou? Vc votou em quem mesmo? Ainda acredita no vampiro Serra ou no banana do Aécio. Pois é. O medo do PT cria monstros. -0- Delmiro T. Latz delmirot@bol.com.br
Escrito por zanzes às 11h50
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Bucólica. Café coado na hora: . Cheiro que não escapa . De outros cheiros da terra. . . Érica Antunes
Escrito por zanzes às 11h44
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Varal .Como quem planta a vidaao pé de uma árvore, as roupas brancas dadas ao sol albergam de fé o futuro que há. . Érica Antunes . Créditos da foto: Érica Antunes, "Varal", 2004.
Escrito por zanzes às 10h02
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Escrito por zanzes às 10h00
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EU TENHO MEDO, MINHA MÃE
Eu tenho medo, minha mãe, eu tenho medo E não sei que medo é esse que me vem Mas dentro de mim, no íntimo, percebo Que ando muito esgotado, não posso ir além Eu tenho medo, minha mãe, eu tenho medo Ando tristonho, vazio, tão só e tão sem Que fujo e crio, sofro e calo - e até bebo Como se no mundo não houvesse mais ninguém Eu tenho medo, minha mãe, eu tenho medo Como esse medo você já sentiu também Eu questiono, brigo, escrevo - mas não cedo Está pisada a alma e o íntimo aquém .................................................................... Eu tenho medo, minha mãe, eu tenho medo Talvez ojeriza quizilenta ou algum desdém Daquele filho guerreiro só há um arremedo QUERO OUTRA VEZ SER O SEU NENÉM Silas Corrêa Leite
Escrito por zanzes às 09h03
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"Não podemos expressar tudo o que pensamos por inteiro, todas as nossas percepções, cor por cor, assim como não sabemos, muitas vezes, os motivos das nossas escolhas. Creio que amo o teatro pela sua beleza (e feiúria), pelas possibilidades de descobertas, de experimentar e 'experienciar' vivências que não são nossas, mas que acabam sendo. Eu o amo também pelo risco que ele envolve e, consequentemente, pela virtude de vencer o risco, ao final de cada apresentação. Acredito no teatro por toda sua riqueza, complexidade e seu potencial comunicativo. Acredito na emoção. Acredito muito em nosso trabalho, que nos trouxe muitos questionamentos e amadurecimento profissional e pessoal. Acredito em algo muito maior do que nós, onde nossa percepção não alcança. E apesar de tudo, acredito no Homem." (Alexandre Antunes, ator) ..................................................................................
Escrito por zanzes às 11h02
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 Pequena Resenha Crítica: O Horror dos Miseráveis no Romance “A Dualidade” de Arine de Mello Jr. “Que não temas amar sabendo Que embora a vida seja sombra e luz Num palco de perplexidades Aqui estarei para que venhas(...) E se souberes querer que em mim Tenhas pouso e pasto e sacrilégio” Lia Luft Lançado pela Editora Nelpa de São Paulo, o belo Romance “A Dualidade” do já consagrado escritor (poeta e ficcionista) de Ponta Porã-MS, Arine de Mello Jr, pelo próprio título da obra já se apresenta de alguma maneira: a luta do bem contra o mal nos seus mais plenos estágios, de espirituais a sobrenaturais, na cidade de Paraíso que, paradoxalmente ao que o próprio nome alude, é mais do que uma espécie assim de filial do inferno em tempos de dezelo público neoliberal, dívidas sociais impagas, injustiças criminosas e mesmo um quadro de abandono social histórico, numa usurpada geografia de contrastes sociais do norte do Brasil. A “luta” brava não só e exatamente pelas causas sociais ou agro-rurais, na conturbada região de Altamira; portanto não entre classes dominantes e miseráveis como foco, ou mesmo sem terras contra latifundiários num tema político, mas a miséria mesma em todo o seu triste horror, evocando a mente não os miseráveis de Paris, mas os miseráveis expropriados dessa nossa afrobrasilis latrina sulamérica católica com suas aberrações de toda ordem (ou desordem) entre a hiléia verde e o homem explorador ainda satanizado. Pra começo de conversa, um amargurado homem urbano, de uma grande cidade - com suas estátuas, igrejas e cofres - perdido, infeliz, à procura de si mesmo; peregrino a buscar sinais e sentido para viver, e sobreviver de algum modo, que vaga até dar-se errante em plagas de cafundós pra lá de onde o Judas perdeu o tênis all-star, um lugar perdido no mapa, mas em que há atribulações de seres como reses tangidos com medo para o redil dos submissos, lugar que terrivelmente tem a sua historicidade degradante toda própria, onde exploradores do povo estão impunes, onde as forças do mal convergem para uma hecatombe, onde não se sabe quem é bandido e quem é autoridade constituída, e onde, ainda por cima de tudo, como pano de fundo por assim dizer, descontroladas forças sobrenaturais se juntam para criar uma espécie de apocalipse moreno-tropical como sinal de começo do fim do mundo. O autor vai longe, tem imaginação, carrega nas tintas, pintando o pré-caos. Numa impressionante narrativa realista, onde o personagem principal como que, se atendesse a um chamado espiritual de um tempo que já se perdeu nas dobras dimensionais do espaço, fugindo de si mesmo e querendo purgações de alguma maneira, como por uma estranha coincidência (muito além das fronteiras da alma); como uma profecia bíblica cai no olho do furacão de um local abandonado por Deus, e como numa batalha de miseráveis, em união pra lá de ecumênica junta-se a um pastor, um espírita, um católico, tudo isso entre matadores de aluguel impunes, jagunços, pervertidos, grileiros, ateus, loucos, garimpeiros, cegos, velhacos, ossadas e cadáveres, tentando enfrentar o que não sabe exatamente o que é e quem é, mas um verdadeiro legado do demo em vidas passadas e com cobranças num devir próximo, em terra de muito ouro e pouco pão, do nosso estilo mestiço-afrobrasilis de tantos renegados entregues à própria sorte, numa área perigosa de garimpo, local sem alma e sem lei, onde reina a arma branca ou uma valentia sobrevivencial, tudo figurado pela dona Morte. Vai por aí o belo romance. Arine de Mello Jr, já elogiado por um dos melhores poetas brasileiros de então, Ascendino Leite, que dele diz “(...)Autor que honra e enriquece nossa linguagem lírica de modo irresistível e une com a vida nossa à do nosso país e da nossa comunidade comprometida com os valores de uma expressão poética(...)”. Ou ainda elogiado pelo maior proseador brasileiro, Moacyr Scliar, que comenta dele: “O autor tem um excelente domínio da forma poética, muita sensibilidade, muita imaginação(...)”. Falando sério, com um handicap destes, o autor só poderia estrear muito bem como romancista numa ficção limpa, fluente. Logo de cara o romance “A Dualidade” se nos apresenta um prefácio edificante de Caio Porfirio Carneiro que apresenta o autor do livro: “O autor desce fundo no passado de Paraíso e descobre surpresas espantosas e espetaculares(...). Com uma disposição e sede de justiça, o personagem narrador enfrenta todas as tempestades e borrascas demoníacas(...). Paraíso é um sarcófago, um símbolo regional de alcance universal, entre o Bem e o Mal, entre Deus e o demônio em atmosfera lúdica(...). A busca da justiça social aos deserdados contra o poder dos que, lá em cima, acomodam-se com os cordéis do comando”. É isso. Com os cordéis da contação sob domínio, o autor delineia um teatro ora de absurdos, ora de incompletudes, ora de um adubo humano entre carcaças e sofridas acontecências ribeirinhas que o personagem narrador, como um herói de ocasião, veio cobrar, justiçar. Será o impossível? Arine de Mello Jr, Advogado, com passagem pela Administração Pública em sua aldeia natal, Ponta-Porã, MS, é já autor de 3 livros de poemas: Estes Momentos (2004), Outros Momentos (2005) e Reflexões dos Momentos (200&), todos lançados pela Scortecci Editora de São Paulo. Vargas Llosa dizia: Escrever é uma obrigação para nos dar uma apaziguação existencial”. A busca do personagem principal é a busca também do autor como testemunho de um tempo, seu tempo, nosso tenebroso tempo? O autor trabalha a tez chã de uma área em conflitos, narra os desacertos dos miseráveis que bem retrata em preto e pranto, o horror da própria miserabilidade social, rituais demoníacos, seres doentes, mistérios, erranças, encarnações datadas, e ainda, aqui e ali, poético e um filosófico prisma: “Onde está a inteligência humana?(...). Onde está o lado bom da vida que é o amor? Na globalização dos mercados? Nos preços dos remédios? Nas sementes modificadas dos alimentos?(...) Nas guerras, nas armas sofisticadas?(...) A compaixão de Deus está nesse inferno que ele criou para separar o o joio do trigo(...) Li nomes naqueles corações de vidro(...)” É isso, Arine de Mello Jr conta do joio e do trigo, quando não estão os dois num só – ah a espécie humana tão desumana - uma espécie assim de “troios” humanos, pseudo-humanos. O horror da miserabilidade e desesperança. Talentoso, no entanto, lidando com um tema arenoso, o autor não cai na falácia panfletária, mostra todo seu caldo cultural, sua inteligência criativa, narra na primeira pessoa a vivificação letral dos fatos. O livro de cara custa a engrenar, fica algo suburbano, de uma altura pra frente, situado o conflito emergente, corre a corrente narrativa com garbo, é difícil de largar até chegar aos mistérios, contudências e final; você quer saber, quer continuar, tal a historiação entrando literalmente nas entranhas das almas sucumbidas pelo caos, pela maldade humana, pelos podres poderes de áreas periféricas desse Brazyl S/A; o espectro horrendo do devir que se afigura trágico, as injustiças sociais e o risco de uma desgraça mundial a partir daquele lugar perdido no tempo e no espaço, como se um filme se passando na sua cabeça de leitor cativado ao ler e “ver” as cores das imagens correndo. “A Dualidade” é com todas as letras, o próprio eixo do romance, o leitmotiv; o núcleo em toda a construção literária de fio a pavio. Ganha quem gosta de leitura de qualidade onde o mal e o bem se confrontam e, bem ou mal, todos saem perdendo, porque o custo vem da derrama de lágrimas e sangue. Mas, afinal, é Deus ou o diabo que mora nos desfechos?. Leia o livro. Você vai adorar. Faz valer a pena conhecer um escritor de gabarito. -0- Silas Correa Leite E-mail: poesilas@terra.com.br Site: www.campodetrigocomcorvos.zip.net Autor de O HOMEM QUE VIROU CERVEJA, Crônicas Hilárias de um Poeta Boêmio, Giz Editorial, SP
Escrito por zanzes às 09h37
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